<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960</id><updated>2011-11-14T21:03:56.839Z</updated><title type='text'>Parto em casa</title><subtitle type='html'>Uma alternativa ao modelo actual, institucionalizado, mecânico e automático. Devolver o nascimento à mulher, tornando-a protagonista é um dever de todos, evitando torná-la em mais uma entre muitas e nas mãos de muitos entre todos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-1929622384849413260</id><published>2008-09-12T15:35:00.003Z</published><updated>2008-09-13T20:49:48.284Z</updated><title type='text'>ENCONTRO SOBRE PARTO HUMANIZADO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vai realizar-se na Casa do Rio no Porto, dia 21 de Setembro um encontro que versa o tema "PARTO HUMANIZADO E HUMANIZAÇÃO DO NASCIMENTO". Um encontro abrangente sobre esta temática relacionada com o processo do nascimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES até 19 de setembro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CRISTINA GOMES - 934 371 888 / cristinacgomes@gmail.com&lt;br /&gt;MARIA MOURA - 917 582 364 / &lt;a href="mailto:acasadorio@gmail.com"&gt;acasadorio@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Investimento: 10 €&lt;br /&gt;(inclui certificado de participação e dossier com informação&lt;br /&gt;pertinente sobre o tema)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Junto à Pousada da Juventude,&lt;br /&gt;autocarros mesmo ao lado: 207 e 504.&lt;br /&gt;Um pouquinho mais longe o 200, 202, 204, 500.&lt;br /&gt;Rua Gaspar Correia, n.º 303&lt;br /&gt;4150-346 Foz – Porto&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Compareçam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-1929622384849413260?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/1929622384849413260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=1929622384849413260' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/1929622384849413260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/1929622384849413260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2008/09/encontro-sobre-parto-humanizado.html' title='ENCONTRO SOBRE PARTO HUMANIZADO'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-7029267824661285596</id><published>2008-08-18T18:48:00.002Z</published><updated>2008-08-18T19:01:38.480Z</updated><title type='text'>EPIDURAL um lobo com pele de cordeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A epidural foi recentemente introduzida no mundo da obstetrícia como se dele fizesse parte integrante desde todos os tempos. Mas será que ela é de facto benéfica para a mulher em trabalho de parto, para o parto em si e para o bebé? Não, antes pelo contrário. Então a quem é que ela beneficia fundamentalmente? Em primeiro os profissionais de saúde, mas também a indústria farmacêutica.&lt;br /&gt;Aos profissionais obstetras é-lhes altamente benéfico ter uma mulher calada, sossegada, que não reclame, porque desta forma os libertam para outras actividades acessórias. Uma mulher que exige e reclama cuidados, que manifesta desconfortos vários, que está inquieta, obrigada a permanecer deitada, que não pode manifestar desejos e que se vê obrigada a aceder aos inúmeros profissionais, incomoda.&lt;br /&gt;Aos anestesistas, elemento estranho mas cada vez mais protagonista no processo do nascimento humano, foi-lhe atribuído um campo privilegiado de treino. Não sendo a epidural uma prática tão generalizada nas cirurgias comuns praticadas pelos hospitais, conseguiu-se assim massa humana, as parturientes, para que estes profissionais possam de forma ininterrupta desenvolver as habilidades profissionais que se traduz, neste caso, em conseguir colocar um cateter entre duas membranas. Não interessa, por ventura, referir as múltiplas abordagens ao local, através de incontáveis picadelas nas costas da mulher que ela não vê (por força da sua posição) nem sente (por força de anestesia local previamente feita), ou as punções da dura com saída de líquido cefalo-raquideo e as consequentes dores de cabeça persistentes durante um longo período após o parto, ou de eventuais hemorragias junto da inserção do cateter, ou os desvios do próprio cateter epidural quando da sua introdução, ou das reacções com os fármacos anestésicos utilizados ou ainda das sequelas futuras através de queloides cicatriciais pós epidural provocando dores semelhantes às das hérnias discais. De referir ainda as inúmeras vezes que este procedimento é “falhado” (insucesso associado à técnica cega) e por isso obriga à sua repetição com mais gastos de materiais e drogas para além dos desconfortos acrescidos à parturiente.&lt;br /&gt;A epidural permite também, aos anestesistas, o estudo do comportamento das drogas utilizadas neste processo intervencionista. Com os eventuais efeitos colaterais que essas drogas possam produzir, abre a possibilidade de se estudarem e manusearem outras que possam atenuar os efeitos indesejáveis.&lt;br /&gt;Na clínica privada, o anestesista, é mais um entre muitos que vai repartir o bolo resultante do pagamento feito pela mulher ou seguradoras.&lt;br /&gt;A indústria farmacêutica é também parte interessada neste jogo porque através da venda dos indispensáveis kits de agulhas e seringas, para além das drogas anestésicas, engordam ainda mais os seus cofres. São muitos os milhares de euros movimentados através deste procedimento médico, que por sua vez alimenta um universo de interesses farmacêuticos. As contrapartidas aos profissionais são os sempre apetitosos brindes ou outras formas compensatórias, por todos conhecidos mas nunca ou raramente provados.&lt;br /&gt;E a mulher? Ela é o que menos conta neste enredo de interesses. Serve todos os fins mas raramente tira proveito da sua mais nobre experiência de vida. É mantida calada, castrada em todas as suas competências, bloqueada, inibida de exprimir sentimentos e sensações, mas principalmente é-lhe retirada a capacidade de ser mulher e mãe. Os 70% de partos distócicos que acontecem hoje nas maternidades portuguesas são certamente de causa multifactorial que vão desde a utilização abusiva de drogas indutoras e uterotónicas (que aumentam a intensidade e frequência das contracções), passando pelo posicionamento incorrecto mas contínuo da mulher durante o trabalho de parto e parto e terminando pelas inúmeras intervenções. E para isto tudo a epidural veio dar um contributo significativo através da sua acção bloqueadora e ao mesmo tempo castradora de competências.&lt;br /&gt;Todos os estudos internacionais publicados nas mais diversas bibliotecas tais como a cochrane e a publimed atribuem uma forte correlação positiva entre o uso do bloqueio epidural no trabalho de parto e o parto distócico. Não porque ela vá interferir directamente no parto, mas sim porque permite que os profissionais possam intervir de forma abusiva durante todo o processo de nascer quer pelo uso de drogas quer através de procedimentos agressivos, já que a mulher não tem capacidade para responder. A troco de algumas horas sem percepção álgica e outras sensações inerentes ao nascimento da sua cria, a mulher entrega assim o seu destino e o do seu filho às mãos de profissionais que com mais ou menos habilidades podem estar a hipotecar o bem-estar futuro de um e/ou do outro. As consequências inerentes aos procedimentos obstétricos intervencionistas podem ser múltiplos e estão bem descritos mas isso pouco parece interessar até porque nesta fase a mulher passa a ser um mero objecto de estudo e de intervenção por parte dos múltiplos profissionais. Hoje cada vez mais se vem mulheres jovens em consultas médicas de ginecologia, cirurgia geral, plástica (para vulvoplastias, vaginoplastias, perineoplastias, etc.) como consequência dos procedimentos obstétricos agressivos executados assim como as crianças que se multiplicam por consultas do foro neurológico.&lt;br /&gt;Daí que a epidural não sendo um processo intrínseco à obstetrícia, assumiu um protagonismo até há bem pouco tempo inimaginável e com tamanhas consequências nefastas quer para a mulher quer para a criança. Por isso um verdadeiro lobo com pele de cordeiro.&lt;br /&gt;Dá que pensar não dá?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-7029267824661285596?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/7029267824661285596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=7029267824661285596' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/7029267824661285596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/7029267824661285596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2008/08/epidural-um-lobo-com-pele-de-cordeiro.html' title='EPIDURAL um lobo com pele de cordeiro'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-5461813731540913233</id><published>2008-04-05T11:19:00.002Z</published><updated>2008-04-05T11:27:43.216Z</updated><title type='text'>CANTO DA SEREIA 2 - OS FOLHETOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Resolvi voltar à reflexão do canto da sereia para abordar outra vertente que igualmente considero importante no sentido de constituir mais um alerta para as mulheres com necessidades de cuidados &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;obstétricos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Conforme foi dito na reflexão canto da sereia, há estratégias para difusão de queres institucionais ou profissionais que são criadas através da utilização de argumentações bem elaboradas, entoadas de forma harmoniosa, mas fundamentalmente feitas para não serem contestadas.&lt;br /&gt;Da minha prática clínica diária, quando questiono habitualmente a mulher se está na posse de todos os dados referentes aos diferentes procedimentos a que pode estar sujeita quando internada, se conhece as vantagens, desvantagens e riscos das diferentes práticas, a resposta invariavelmente vai-se tornando a mesma: sim, já li os folhetos várias vezes.&lt;br /&gt;O folheto.&lt;br /&gt;O folheto, panfleto ou brochura representam hoje um dos mais importantes veículos de informação das diferentes instituições e sectores, sendo por isso, provavelmente, uma das formas mais persuasivas que existe para se conseguirem os diferentes intentos. Quem é que ainda não entrou dentro de uma maternidade ou hospital e não viu espalhados pelas mesas os mais diversos e diferentes folhetos? Quem é que ainda não foi ás consultas de vigilância da gravidez e não lhe é oferecido um ou mais folhetos sobre as mais diversas áreas temáticas?&lt;br /&gt;É por isso que muitas mulheres na ânsia de tentarem encontrar respostas para as suas dúvidas, buscam aqui a informação que provavelmente necessitam e que julgam ser completa e isenta para assim se sentirem preparadas para enfrentarem os futuros desafios. Até aqui tudo seria perfeito se estas ferramentas de facto fossem construídas de forma equilibrada, séria e abrangente.&lt;br /&gt;Mas o que se verifica afinal? Acontece que estes folhetos, elaborados pelas diferentes unidades/sectores hospitalares têm embutidos a visão cooperativista daquela ou daquelas unidades e veiculam assim, de forma natural, a visão que mais convém para aquela área específica. Outros folhetos são feitos por grupos de estudantes que no intuito de dar resposta aos respectivos planos curriculares &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;constroem&lt;/span&gt; brochuras/panfletos sob a supervisão escolar e muitas vezes desenquadradas das necessidades da mulher. No fundo, todos se acham capazes de elaborarem informações escritas focando apenas e estritamente a sua área de actuação. Não é mais do que a visão médica actual que divide o ser humanos em partes ou unidades, esquecendo a interacção do seu todo, isto é, a visão humanista e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;holista&lt;/span&gt; do ser humano&lt;br /&gt;Elaborados com frases simples e de fácil assimilação, de cores agradáveis e discurso apelativo, constituem, assim, de forma simples e rápida a maneira fácil de atingir os quereres dos interesses institucionais. Estas ferramentas contêm, na sua grande maioria, aquilo que os próprios profissionais consideram importantes para eles e aquilo que eles também consideram que servem melhor para as suas práticas. Veiculam informação de forma objectiva e concisa no sentido de determinar o que é que as mulheres devem ter, possuir, levar, fazer e comportar. Enaltecem vantagens de procedimentos que se sabe comportar riscos importantes para a mulher e criam-se assim esperanças de ofertas paradisíacas. No fundo, vinculam a mulher a comportamentos padronizados, modelam formas de estar e de relacionamentos e bloqueiam o sentido crítico das utentes.&lt;br /&gt;Com esta forma de canto da sereia, as mulheres estabelecem um vínculo afectivo com estes folhetos e incorporam-nos como instrumentos fundamentais e orientadores de futuros comportamentos, acabando por terminar muitas vezes com desfechos muito desagradáveis para aquela mulher, bebé e família. Para os profissionais, também estes instrumentos servem os respectivos interesses porque por um lado facilita a difusão da sua mensagem e garantem que ela chega, de facto, ao público-alvo e por outro consideram estar completo e bem feito o seu trabalho no abrangente processo do cuidar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-5461813731540913233?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/5461813731540913233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=5461813731540913233' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5461813731540913233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5461813731540913233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2008/04/canto-da-sereia-2-os-folhetos.html' title='CANTO DA SEREIA 2 - OS FOLHETOS'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-53119867787138418</id><published>2008-03-07T10:42:00.002Z</published><updated>2008-03-07T10:56:45.365Z</updated><title type='text'>porque fogem as mulheres da anestesia no parto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais um artigo interessante da revista Pais e Filhos do Brasil e que se enquadra na temática deste blogue. Deixo aqui para quem se interessar sobre o que se pensa em outras paragens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;in: &lt;a href="http://www.revistapaisefilhos.com.br/htdocs/pf_index.php?id_pg=112&amp;amp;id_txt=881"&gt;http://www.revistapaisefilhos.com.br/htdocs/pf_index.php?id_pg=112&amp;amp;id_txt=881&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando passou a ser usada para aliviar as dores do parto, no século 19, a anestesia foi comemorada como uma conquista feminina. Hoje, mais e mais mulheres optam por dar à luz sem ela. A gente foi investigar por quê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No mundo todo cresce o número de mulheres que optam pelo parto sem anestesia. No Brasil, um dos campeões mundiais em cesariana, os índices ainda são pequenos, visto que, óbvio, a anestesia só pode ser dispensada no parto vaginal. Ainda assim, cada vez mais mães que buscam o parto natural, com o mínimo de intervenção médica, dispensam a dor da picada e enfrentam a das contrações, da dilatação e da expulsão do bebê. Onde quem opta pela cesariana, temendo o parto normal, vê dor, as mães que evitam a anestesia enxergam prazer. Segundo elas, sentir o nascimento do filho é uma delícia. Para algumas, comparável a um orgasmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No livro As 500 Melhores Coisas de Ser Mãe, das publicitárias Juliana Sampaio e Laura Guimarães, autoras do blog que virou programa de TV Mothern, a 29ª melhor descoberta da maternidade é “reconhecer o valor de ter nascido após a invenção da anestesia”; e a 30ª, “ou encarar um parto natural sem isso e descobrir-se mais forte e poderosa do que você jamais se imaginou”. Ou seja, questão de opção. Ninguém é mais mãe por sentir dor, claaaaro. Nem precisava dizer, mas a gente faz questão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na primeira vez que a anestesia foi usada com esse fim, corria o século 19. A rainha Vitória deu à luz seu oitavo filho sob efeito do clorofórmio. A peridural, usada até hoje, surgiria só no século 20. No Brasil, o governo passou a pagar ao SUS pela anestesia dada no parto normal apenas a partir de 1998. Na Europa, em geral, as anestesias continuam sendo evitadas. Em outros países, como Espanha, Portugal e nos Estados Unidos, são usadas de forma liberada, mas também cresce o movimento por menos intervenções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre as razões citadas pelas mães para evitar a anestesia estão o desejo de perceber o momento em que os bebês nascem, sentir prazer durante o parto, evitar que os bebês tenham contato com os anestésicos e ter maior mobilidade para amamentar. Segundo o neonatologista Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa, filho de Victor e Silma, um procedimento sem anestesia estabelece rapidamente o vínculo materno. Ele cita estudos que mostram que bebês nascidos de partos sem a necessidade de anestesia, ao serem colocados sobre o ventre da mãe, logo após o nascimento, fazem um movimento em direção ao peito materno, o que não acontece com bebês nascidos sob intervenções anestésicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Diminuindo a dor:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como conseguir tudo isso? Uma das respostas é recorrendo ao apoio de uma doula, acompanhante de parto que, além de dar apoio e incentivo na hora mais dolorida, ensina técnicas de respiração que ajudam a diminuir o desconforto. A presença dessa profissional, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), diminui em cerca de 60% os pedidos de anestesia. Claro que fica muito complicado não fazer nenhuma preparação prévia e querer ter o filho a seco na hora...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo a doula Cristina Balzano, mãe de Mônica, Miguel e João Pedro, o ideal é que a mulher não prenda o ar durante as contrações. “A respiração tranqüila, pelo abdômen, oxigena também melhor o bebê”, explica. Outras dicas são a escolha da melhor posição, que é individual para cada mulher, massagens e o contato com a água, seja numa banheira, ducha ou com compressas, já que, diz Cristina, a água é um excelente analgésico natural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi a água que auxiliou Mariana Betioli, mãe de André. Compressas feitas nas costas ajudaram no trabalho de parto. “Queria sentir cada momento lúcida, à vontade e segura”. Já Daniela Aragão, mãe de Pedro, Bernardo e Julia, teve os três filhos em partos normais: o primeiro com anestesia; os outros dois, sem. Para ela, não há comparação. “Prefiro quando tenho controle e sei a hora em que tenho de fazer força. Trabalhar em sintonia com o bebê foi a melhor sensação que já vivenciei”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O próprio organismo se encarrega de produzir substâncias que contribuem para aliviar a dor. “O trabalho de parto oferece as ferramentas para diminuir as sensações dolorosas, produzindo um incremento fantástico nas endorfinas (substâncias conhecidas como “analgésicos do cérebro”)”, diz o obstetra e homeopata Ricardo Herbert Jones, pai de Lucas e Isabel, que relata, no livro Memórias do Homem de Vidro, sua opinião sobre o tema. A incidência das anestesias nos partos que acompanha é de quase zero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cérebro tem um poder tão fantástico que basta a gente acreditar que não vai mais sentir dor para ter algum alívio. Segundo um estudo feito na Universidade de Michigan, nos EUA, a simples menção de que iriam receber um anestésico fez com que pacientes que tinham tomado uma substância causadora de dor registrassem um aumento na produção de endorfinas. Acontece que a substância não passava de um placebo, sem efeito nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O direito à mudança:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é claro que você não precisa ser radical. É sempre muito bom saber que a gente pode optar pela anestesia se, na hora H, a dor for demais. Heather, mãe de Emily, Lucas, Logan e Anna Elisa, durante sua gravidez mais recente, não queria anestesia de jeito nenhum. Mas, na hora, a dor ficou forte demais. “Estava além do meu limite. Com certeza, a anestesia ajudou.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O obstetra e acupunturista Marcos José Pires, pai de Leonardo e Nathalia, acredita que a analgesia de parto, se aplicada no momento certo, isto é, quando as contrações ficam mais fortes entre 6 cm e 8 cm de dilatação (o total é de 10 cm de dilatação do colo do útero, quando o bebê nasce), pode garantir que a gestante tenha um parto normal. “Já no início do pré-natal, a mulher se preocupa com a dor. Sabendo da possibilidade de um procedimento que melhore bem essa dor, elas ficam mais estimuladas a tentar o parto normal”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, acredite: depois da picada, você realmente não sente nada. É um alívio e tanto quando a coisa começa a ficar insuportável para os padrões de algumas mulheres. Nada de bancar a heroína, não é essa a idéia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o obstetra, que também usa a acupuntura para aliviar a dor, a analgesia atua melhorando a evolução do parto normal, facilitando a descida do bebê e a dilatação. Mas o médico alerta que isso só acontece se for feita no momento adequado, com acompanhamento do obstetra e com anestesista experiente. Caso contrário, ela pode favorecer uma parada das contrações uterinas e dificultar a dilatação, aumentando o risco de cesariana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Dra. Daphne Rattner, filha de Heinrich e Miriam, técnica da área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, acredita que mulheres que, sentindo-se bem acolhidas, acompanhadas por pessoas de suas relações e profissionais que lhe inspiram confiança conseguem, muitas vezes, controlar as contrações e até não sentir a dor. Porém, quando essas condições não ocorrem, aumenta a tensão e, conseqüentemente, a dor. Daí a importância da anestesia. O melhor é não fazer nada contra a vontade. A sua, óbvio. Se achar que não precisa, tente sem. Se achar que precisa, peça e pronto. Doa a quem doer. Só não pode doer mais do que você consegue (e quer) suportar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-53119867787138418?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/53119867787138418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=53119867787138418' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/53119867787138418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/53119867787138418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2008/03/porque-fogem-as-mulheres-da-anestesia.html' title='porque fogem as mulheres da anestesia no parto'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-3492117691764499480</id><published>2008-03-07T10:07:00.006Z</published><updated>2008-03-07T10:59:58.371Z</updated><title type='text'>porque optam hoje as mulheres por parir em casa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Achei interessante esta noticia que saiu na revista Pais e Filhos em 2006, mas que só agora tive conhecimento e aqui deixo para conhecimento de todos, porque penso que se mantém actualizado e desejavel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;In: &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://revistapaisefilhos.terra.com.br/htdocs/pf_index.php?id_pg=112&amp;amp;id_txt=27" target="_blank"&gt;http://revistapaisefilhos.terra.com.br/htdocs/pf_index.php?id_pg=112&amp;amp;id_txt=27&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É mais antigo do que andar para a frente e até por isso o parto em casa, hoje em dia, assusta tanta gente. Com toda a segurança, tecnologia e infra-estrutura das maternidades, pode parecer maluquice. Mas quem já fez garante que a experiência é inigualável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em vez da sala de parto e o quarto do hospital, o conforto da própria casa. No lugar de médicos e enfermeiras de luvas e aventais, uma parteira. Nada de anestesia, cortes ou procedimentos invasivos, mas, sim, uma experiência mais natural do nascimento. O parto feito em casa, também chamado de domiciliar, causa estranheza, gera medo e parece ser coisa de gente maluca. Porém, essa foi a regra que vigorou durante muitas décadas, até meados dos anos 50, e cada vez mais tem conquistado a mulherada dos dias de hoje. E tem mais: é seguro, a probabilidade de infecção é menor e o vínculo que se estabelece com o bebê é muito maior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Hoje respiramos uma cultura hospitalar. Para quem mora nas grandes cidades e vive esta época, ter um parto em casa é inconcebível, é coisa de índio, de bicho”, relata a enfermeiraobstetra Vilma Nishi, mãe de Carolina e Luisa. De acordo com ela, as mulheres que se interessam pelo parto em casa têm a característica de serem mais ligadas à natureza e, de alguma forma, procuram realizar o desejo de vivenciar um processo mais natural. “Se engravidamos naturalmente, deve haver um jeito natural também de darmos à luz”, diz a parteira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na consulta inicial, as parteiras conhecem a história dos pais e seus desejos. O pré-natal continua sendo feito por um médico, que acompanha as condições de saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê. Com a parteira, a mulher vive outro tipo de experiência, mais ligada às emoções e sensações. Muitas mulheres descrevem as consultas como uma verdadeira terapia. São conversas, massagens e períodos de reflexão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pessoas que defendem o parto em casa acreditam que tanto os pais quanto os bebês são beneficiados. Elas dizem que no hospital os médicos colocam a mãe em uma atitude passiva. “A mulher deve ser protagonista do parto. Em casa, ela tem liberdade para escolher a posição que quer ficar, a música que quer ouvir, o que quer comer. O profissional apenas presta uma assistência”, explica a enfermeira-obstetra Marília Largura, de 71 anos, mãe de Paulo, Victor e Sarita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marília diz que o primeiro contato do bebê com a equipe médica costuma ser marcado por tensão, nervosismo, excesso de manipulações e verificações. Já em casa, a mãe pode ficar com o filhote durante o tempo que quiser, dar banho, amamentá-lo e curtir os primeiros momentos na tranqüilidade do lar. Outro aspecto positivo, na visão da parteira, é que o parto domiciliar estreita a relação dos pais com as crianças. “Quanto mais partos eu assisto em casa e no hospital, mais eu me convenço de que o lugar mais natural para dar à luz, quando se está sadio, é na própria casa”, explica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As parteiras rejeitam as afirmações de que o parto em casa traz riscos de infecção tanto para a mulher quanto para a criança. “Em casa a mulher está no seu hábitat, com suas próprias bactérias. As chances de infecções são infinitamente menores”, argumenta Vilma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Humanização:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vilma, uma das parteiras mais conhecidas de São Paulo, construiu sua carreira trabalhando durante quase 30 anos em hospitais. Sua vida mudou em 2001, quando conheceu o trabalho de uma parteira alemã, adepta do parto humanizado. Desde então, Vilma dá assistência às mulheres que têm o sonho de dar à luz em sua própria casa, como fez Claudia d’Orey, mãe de Valentina, 1 ano e 4 meses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claudia conheceu a parteira quando estava no quinto mês de gravidez. Ela já havia procurado 15 médicos e não tinha se identificado com nenhum deles. “Me encantei com a Vilma logo na primeira consulta. Em vez dos exames tradicionais, ela fez massagens, conversou muito comigo, me deixou confiante”, descreve a musicista, que, até então, não sabia da possibilidade de dar à luz em casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os quatro meses seguintes foram recheados de consultas, informações sobre o parto e o pós-parto, além das massagens. “Estabelecemos um vínculo muito forte nesse período”, conta Claudia. E, assim que sua bolsa estourou, por volta da 1 hora da madrugada, ela logo ligou para Vilma. A parteira seguiu para a sua casa conforme o combinado. Ao contrário do que muita gente imagina, a casa não precisa ser adaptada para que a mulher dê à luz. As parteiras costumam levar apenas um equipamento para acompanhar a freqüência cardíaca do bebê, tesoura para cortar o cordão umbilical, gaze e algodão. Toalhas e lençóis, por exemplo, não precisam ser esterilizados, já que nenhuma intervenção cirúrgica é feita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Valentina nasceu perto das 10 horas da manhã. Durante o trabalho de parto, Vilma conversou com Claudia, fez massagens e, nos momentos de dor, passou segurança e tranqüilidade. Como acontece nos partos realizados em casa, a mãe não recebeu nenhum tipo de anestesia nem sofreu procedimentos invasivos. Durante o trabalho de parto, as parteiras indicam posições mais confortáveis, mas deixam a mãe à vontade para decidir onde e como quer ficar. “Nós transmitimos segurança e calma para que a mãe faça o seu papel”, acredita Vilma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“A Vilma ficou invisível na hora do parto. Ela dizia que era um momento meu, muito íntimo. Entrei em outra sintonia. Uma hora, na sala, fiquei de cócoras e a cabeça do bebê saiu. Em seguida, me deitei no chão e a Valentina nasceu”, conta Claudia. Acompanhada por duas amigas, tudo correu muito bem, mas ela diz que sentiu muita, mas muita dor. E quanto aos preparativos, a coisa não saiu exatamente do jeito que imaginou. Ela havia comprado velas, incenso, escolhido músicas para o momento. “Tinha uma fantasia de como seria, mas na hora foi tudo mais visceral e a dor é muito grande”, conta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Valentina nasceu e foi para o colo da mãe. A musicista ficou o tempo que quis com ela, ainda ligada pelo cordão umbilical. Só depois é que o bebê foi pesado e medido. Claudia amamentou a filha, e Vilma só foi embora quando a mãe já se sentia segura. Depois, voltou nas duas semanas seguintes, quase que diariamente. Com o tempo, as consultas foram se tornando mais distantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, Claudia enxerga seu parto como um ritual e afirma ter saído fortalecida da experiência. “Existe um mito em torno do parto, mas ele pode ser muito mais simples do que a gente imagina. E tem mais: é uma experiência única, inigualável. Não vou dizer que não senti dor, senti, e muita, mas a recompensa, a sensação depois, é boa demais”, conta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Barreiras:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não são todas as mulheres que, mesmo após conhecer a parteira e se identificarem com o trabalho, têm o filho em casa. Muitas vezes elas sofrem críticas de familiares e amigos, e acabam sendo desestimuladas. “Na verdade, não culpo a família nem os amigos pelas desistências. O parto sempre foi e continua sendo um momento de insegurança para a mulher”, relata Marília, que nasceu de parto em casa e auxiliou sua filha a ter os três netos também na residência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A enfermeira-obstetra conta que a sociedade é tão preconceituosa que há casos de vizinhos que chamam a polícia quando a mãe decide ter o filho em casa. “O mundo ficou muito neurótico”, afirma Marília. Quem critica o parto domiciliar afirma que, em caso de emergência, tanto a mãe quanto o bebê ficam desamparados. Mas, de acordo com Vilma, ao primeiro sinal de que algo pode dar errado, a mulher e o recém-nascido são levados rapidamente para um hospital próximo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A jornalista Joanna Savaglia, mãe de Rodrigo e Marina, enfrentou de perto o preconceito. Quando estava grávida da Marina, foi atrás de informações sobre parto em casa. Ela conta que no parto do Rodrigo não estava bem-informada sobre as possibilidades e acabou fazendo no hospital.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No sétimo mês de gravidez, Joanna decidiu ter Marina em casa. “Meu marido era contra, mas estava fácil de convencê-lo.” A situação mudou quando a jornalista contou para colegas de trabalho que iria ter a filha na própria residência. “Elas me acharam maluca. Minha chefe telefonou para o meu marido e disse que era uma doideira o que eu queria fazer”, relata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pai ficou inseguro e, como Joanna queria tê-lo ao seu lado na hora do parto, optou pelo hospital. No entanto, procurou um meio-termo. O parto foi realizado em um hospital, mas com uma parteira. Mas o sonho de dar à luz em casa ainda não foi abandonado: “Quem sabe eu não tenho um terceiro filho?”, termina.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-3492117691764499480?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/3492117691764499480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=3492117691764499480' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/3492117691764499480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/3492117691764499480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2008/03/achei-interessante-esta-noticia-que.html' title='porque optam hoje as mulheres por parir em casa'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-8344611092846509936</id><published>2007-12-23T20:29:00.001Z</published><updated>2007-12-23T20:29:57.521Z</updated><title type='text'>Canto da Sereia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos se lembram de muitas das lendas que nos contavam como forma de acelerar o adormecimento e que povoam ainda hoje o nosso imaginário. Dessas, o canto da sereia, remetia-nos sobre forma de aviso para os perigos dos encantamentos. Quem nunca ouviu contar histórias de marinheiros que ao escutarem o canto da sereia se deixavam embalar pelo mesmo e assim eram conduzidos de forma hipnotizada para as profundezas dos oceanos.&lt;br /&gt;Os leitores desta reflexão poderão colocar então a seguinte pergunta: o que tem o canto da sereia a ver com esta questão da obstetrícia e do parto em si? Como resposta pretende-se criar a alusão relativamente aos perigos escondidos pelos belos encantos que se ouvem sobre a facilidade, leveza, analgesia e descontracção do trabalho de parto e parto nos contextos actuais, mas fundamentalmente em relação às supostas seguranças oferecidas pelos profissionais relativamente às instituições, procedimentos e aparelhagens.&lt;br /&gt;Hoje, a mulher, quando grávida, começa a ser seduzida por um discurso todo ele muito sustentado na agradabilidade acústica traduzida pela utilização dos “inho(s)” e “inha(s)”. Expressões como: “uma ajudinha”, “um jeitinho”, “um sorinho”, “uma piquinha com uma agulhinha”, “uma horinha pequenina”, etc, fazem parte do discurso standartizado na relação que se estabelece entre os profissionais e as grávidas desde o primeiro encontro. De forma quase natural e também necessária são omitidas algumas referências a desvantagens e riscos dos contextos abordados. &lt;br /&gt;O encantamento que este tipo de discurso produz na mulher grávida, leva-a a aceitar sem discussões e inquietações os inúmeros procedimentos e intervenções praticados pelos profissionais das instituições que por sua vez as conduzem para uma viagem com possíveis consequências. Algumas de tal forma graves que marcam aquela mulher, ou bebé ou ambos para o resto da vida. O encantamento do canto, muito ao estilo do canto da sereia, transporta a mulher e respectiva família para procedimentos e intervenções cada vez mais agressivos que podem culminar com desfechos frustrantes quer para a mulher, que vê defraudada, em muitas das situações, o sonho do nascimento do seu filho num ambiente rodeado de paz e tranquilidade, quer para os profissionais, traduzidas pelas altas taxas de partos instrumentados através de ventosas e fórceps ou de partos cirúrgicos designados por cesarianas. Com partos altamente intervencionados, o canto da sereia continua a impregnar a consciência destas mulheres para a desculpabilização dos actos então praticados e das suas consequências sustentando-se na dramatização do parto como evento. Já nem me refiro à desconsideração que à posteriori estas mulheres sofrem através da frieza das relações institucionais.&lt;br /&gt;Daí esta necessidade sentida, de estalar os dedos à mulher embalada pelo encantamento do canto e fazê-la despertar para a tomada de consciência das suas opções e aceitações no sentido de não se entregar de forma gratuita às múltiplas decisões tomadas por outros intervenientes que não os dela e da família para o nascimento daquela criança.&lt;br /&gt;Com esta reflexão surge a pergunta: deve-se então acabar com as instituições obstétricas? A resposta obviamente é NÃO. E não porque elas devem coexistir em parceria com o desenvolvimento técnico-cientifico e estarem devidamente equipadas e apetrechadas através da tecnologia e profissionais capazes e competentes para darem a resposta efectiva, rápida e adequada para aquelas gravidezes que por um ou outro motivo fogem dos parâmetros considerados fisiológicos ou normais e assumem um perfil de patogenecidade ou doença. Neste âmbito, e só neste, devem contar com a destreza e competência técnica e profissional de todos os quantos ali trabalham e devem contar igualmente com o auxílio da tecnologia no sentido de avaliações contínuas das alterações surgidas. Assim, deve-se evitar a transformação daquilo que é normal em doença, evitar a visão centralizada nos órgãos humanos cada um por si e deve-se sim olhar para a pessoa como um todo, um ser biológico, holistico e carregado de profundas marcas sócio-culturais.&lt;br /&gt;Como complemento de leitura deste apontamento, proponho a leitura das reflexões “epidural” e “indução” que também constam deste blogue.&lt;br /&gt;Tenham por isso atenção e evitem o canto da sereia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-8344611092846509936?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/8344611092846509936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=8344611092846509936' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/8344611092846509936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/8344611092846509936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/12/canto-da-sereia.html' title='Canto da Sereia'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-4987484748191635895</id><published>2007-12-23T19:14:00.001Z</published><updated>2007-12-23T19:20:13.435Z</updated><title type='text'>Estou de volta e Boas Festas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quero mais uma vez pedir desculpas por esta ausência, motivada por compromissos que me impediram de vir colocar reflexões com a frequência que desejava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentarei ser mais assiduo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostava também desejar a todos quantos por aqui passassam e se dão à leitura destes apontamentos, um feliz natal e que 2008 seja um ano repleto de coisas boas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desejo igualmente gravidezes mais vivenciadas e livres de intervenções desnecessárias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-4987484748191635895?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/4987484748191635895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=4987484748191635895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4987484748191635895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4987484748191635895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/12/estou-de-volta-e-boas-festas.html' title='Estou de volta e Boas Festas'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-5196789322786190017</id><published>2007-11-08T22:46:00.000Z</published><updated>2007-11-08T23:03:05.944Z</updated><title type='text'>As minhas desculpas mas estou de volta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este espaço foi criado com o objectivo de se manter a continuidade informativa, de discussão e reflexão sobre a temática "alternativa ao parto hospitalar".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contudo as variáveis existentes na vida de uma pessoa por vezes não lhe permite dispor do tempo como gostaria e como desejaria. E foi precisamente o que aconteceu. Durante este espaço de tempo em que não foram colocadas reflexões no blogue, deveu-se exactamente ao facto de que não tive reunidas as condições mínimas para que tal acontecesse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, tendo ultrapassado determinados contextos que inviabilizaram as minhas postagens, venho então, por um lado pedir desculpas a quem sentiu este espaço como referência e o viu entretanto vazio de conteúdo, e por outro, afirmar, então, que estou de regresso e que tenho desenhadas algumas reflexões que oportunamente virão a público.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obrigado pela compreensão e até breve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-5196789322786190017?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/5196789322786190017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=5196789322786190017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5196789322786190017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5196789322786190017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/11/as-minhas-desculpas-mas-estou-de-volta.html' title='As minhas desculpas mas estou de volta'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-4942163146798635359</id><published>2007-08-26T10:19:00.000Z</published><updated>2007-08-26T11:12:30.586Z</updated><title type='text'>Induções, Epidural, Mac Donald, Pizza Hut e Coca-Cola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O titulo parece confuso e nada enquadrado com a temática deste blog, mas bem vistas as coisas existem muito mais semelhanças do que numa apreciação inicial pode aparecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nossa sociedade ainda vem arrastada na nebulosa de um cometa que passou fundamentalmente nas décadas de 70, 80 e 90 e que lançava uma espécie de boa-nova associada ao desenvolvimento comercial e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tecnológico&lt;/span&gt;. Décadas estas envolveram todos no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;facilitismo&lt;/span&gt; urbano e consumista. A disseminação de ideias e produtos associados a esta nova forma de estar foi de tal maneira galopante que as pessoas não pararam para reflectir, efectivamente, sobre as consequências de tais práticas. O marketing &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;desenfreado&lt;/span&gt; associada à comercialização de determinados produtos pouco interesse demonstrou pela qualidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;saúde&lt;/span&gt; ou bem-estar, visaram apenas o lucro fácil das empresas associadas. E as pessoas, como que embaladas num canto de sereia embarcaram em práticas altamente prejudiciais da sua saúde e na sua qualidade de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, fruto de correntes contra-maré e fruto de uma intervenção social mais consciente de organismos e grupos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cívicos&lt;/span&gt;, tem havido um despertar de consciências, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tímido&lt;/span&gt; ainda, é certo, mas tem havido, no sentido de se corrigirem estes comportamentos desajustados. Contributos como os filmes "Super &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;size&lt;/span&gt; Me", "uma verdade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;inconveniente&lt;/span&gt;" e mais recentemente "11ª &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;hour&lt;/span&gt;", tem sido, hoje, verdadeiras pedradas no charco e que não deixam ninguém indiferente. E à conta de contributos como estes, muitos e muitos comportamentos tem sido alterados, certo que ainda não são suficientes, mas a onda começa a formar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Relativamente ao parto, também, e seguindo esta corrente social, sofreu, fundamentalmente durante as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;três&lt;/span&gt; décadas atrás referidas um marketing desenfreado, no sentido de se fazer acreditar nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;benefícios&lt;/span&gt; da centralização do parto em unidades polivalentes mas descaracterizadas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;insenssiveis&lt;/span&gt; às necessidades pessoais, sociais e culturais, acreditar ainda nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;benefícios&lt;/span&gt; da droga e medicamento como que num estalar de dedo se conseguisse modificar os estares que um evento natural como o parto induz na mulher e também nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;benefícios&lt;/span&gt; da máquina como ente supremo de controle e vigilância, tão ao jeito da ideia transmitida pelo filme "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;matrix&lt;/span&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Práticas que foram desenvolvidas em associação ao parto, sofrem por inerência os efeitos do marketing, mas potenciam as eventuais consequências a quem deles usufrui, refiro-me à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;epidural&lt;/span&gt; e à indução desnecessária. Como qualquer molho desenvolvido para aguçar o apetite de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;hamburguer&lt;/span&gt;, também as práticas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;obstetricas&lt;/span&gt; referidas, se desenvolvem ao ritmo de um falso bem-estar associado ao parto. Assim, se em relação ao molho as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;consequências&lt;/span&gt; em relação às taxas de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;colesterol&lt;/span&gt;, problemas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;cardíacos&lt;/span&gt; e vasculares e obesidade só mais tarde é que se conhece a verdadeira dimensão da implicação na saúde, também com estas práticas só mais tarde, cada mulher, fica a saber das verdadeiras consequências, por exemplo as lacerações vaginais pela utilização de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;forceps&lt;/span&gt; e ventosas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;queloides&lt;/span&gt; fruto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;episiotomias&lt;/span&gt; extensas e profundas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;fistulas&lt;/span&gt; vaginais, problemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;vesicais&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;rectais&lt;/span&gt; entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como acontece com a realidade ambiental, não estará também na altura de repensar as nossas práticas, comportamentos e atitudes, olhando para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;facilitismo&lt;/span&gt; e consumismo de forma critica e conscienciosa? Não está na altura de se controlar esta entrega &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;desresponsavel&lt;/span&gt; às leis do bisturi, tesoura e medicamento? Não está na altura de se parar e desenvolver uma consciencialização sobre práticas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;instituídas&lt;/span&gt;? Não está na altura de se ter uma consciência critica? Eu penso que sim e por isso esta tentativa de dar contributos para que tal aconteça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dá que pensar, não dá?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-4942163146798635359?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/4942163146798635359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=4942163146798635359' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4942163146798635359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4942163146798635359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/08/indues-epidural-mac-donald-pizza-hut-e.html' title='Induções, Epidural, Mac Donald, Pizza Hut e Coca-Cola'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-4473532703878478666</id><published>2007-07-28T15:37:00.000Z</published><updated>2007-07-28T15:39:00.178Z</updated><title type='text'>Também preciso de descansar um pouco.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tirei uns dias para descansar o que deu para pensar sobre novas reflexões. Prometo que o farei assim que entrar novamente no activo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até breve&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-4473532703878478666?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/4473532703878478666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=4473532703878478666' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4473532703878478666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4473532703878478666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/07/tambm-preciso-de-descansar-um-pouco.html' title='Também preciso de descansar um pouco.'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-5595174628188776825</id><published>2007-06-26T21:21:00.000Z</published><updated>2007-06-26T23:35:42.590Z</updated><title type='text'>A Indução</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O avanço da medicina com a descoberta de novos fármacos, desenvolvimento de novos instrumentos, máquinas e acessórios para actos médicos associado à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;padronização&lt;/span&gt; dos valores fisiológicos em limites cada vez mais convergentes se permite por um lado a monitorização do estar, não permite desta forma uma margem de manobra para que as competências humanas se possam manifestar de forma a compensar certos e determinados desequilíbrios. É óbvio que no combate ao desenvolvimento galopante de uma qualquer doença na pessoa, os medicamentos são hoje ferramentas essenciais no apoio e suporte a essa luta. A questão põe-se e com alguma pertinência, penso eu, o porquê da utilização abusiva desses fármacos no estado de saúde? Hoje, o ritmo alucinante que a vida tem, associado à impossibilidade de se dar tempo ao tempo, o recurso ao medicamento é feito de forma mecânica e irreflectida no sentido do alivio rápido de alguma sintomatologia, assim como é utilizada de forma a prevenir as sequelas inerente ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;stress&lt;/span&gt; imposto pelos ritmos modernos.&lt;br /&gt;Não posso deixar passar também aqui o facto de que actualmente a indústria farmacêutica ocupa o terceiro lugar na escala da economia mundial, logo a seguir à indústria alimentar e energética e também é sabido que há necessidades instituídas pelos diversos estratos sócio-profissionais para que esta máquina poderosa continue activa e imparável (a quantidade de farmácias para venda de medicamentos livres de receita médica criadas na primeira metade de 2007, foram de 500 ), pelo que a criação de um estado pessoal com permanente medo da doença e do micróbio para além do pânico que se instala é importante na estratégia do medicamento-dependência.&lt;br /&gt;Esta reflexão aborda a indução do trabalho de parto.&lt;br /&gt;Penso ser oportuno, em primeiro lugar, recordar que a Organização Mundial de Saúde refere que a gravidez normal pode ir até às 42 semanas, inclusive, e que deve haver um extremo cuidado na utilização de medicamentos que possam interferir com o desenvolvimento normal de uma gravidez.&lt;br /&gt;Por definição, indução do trabalho de parto é a estimulação e manutenção de actividade uterina, traduzida por contracções regulares e contínuas, e que tem como objectivo expulsar o conteúdo uterino fruto de uma concepção.&lt;br /&gt;O desenvolvimento dos actuais indutores do parto resultaram do conhecimento da fisiologia humana e traduz a necessidade para a sua utilização em casos de extrema necessidade, isto é, quando há risco efectivo para a mãe, feto ou para ambos no decurso daquela gravidez. Situações como pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;eclâmpsia&lt;/span&gt; grave, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;eclâmpsia&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;hellp&lt;/span&gt;, atraso de crescimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;intra&lt;/span&gt;-uterino grave ou severo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;oligoâmnios&lt;/span&gt; severo entre outras situações, justificam de facto a utilização desta terapêutica.&lt;br /&gt;Estes medicamentos têm a capacidade de estabelecerem um padrão de actividade uterina designada por contracções e que tem por objectivo antecipar o parto. Os indutores medicamentosos do trabalho de parto e parto dividem-se em duas grandes categorias: os de acção cervical (que actuam directamente no colo uterino) e os de acção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;miometrial&lt;/span&gt; (que actuam directamente no músculo uterino).&lt;br /&gt;Os primeiros designados por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;prostaglandinas&lt;/span&gt;, tem a função de "amadurecimento" do colo uterino e assim torná-lo facilmente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;dilatável&lt;/span&gt; (melhorar, assim, o índice de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Bishop&lt;/span&gt;). Não têm uma interferência directa no processo do trabalho de parto, mas faz com que o colo então amadurecido, possa dilatar com facilidade através da utilização dos indutores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ocitócicos&lt;/span&gt;. Como nota complementar ao que foi referido, acredita-se, hoje, que o processo natural de desencadeamento das contracções uterinas, entre outros factores, se deve á acção das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;prostaglandinas&lt;/span&gt; humanas, que existem fundamentalmente no líquido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;amniótico&lt;/span&gt;, directamente no colo uterino, só assim se consegue explicar porque é que, na maioria das vezes, quando uma mulher tem a ruptura da bolsa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;amniótica&lt;/span&gt;, começa, algum tempo depois, com contracções uterinas e assim se desencadeia, naturalmente, o trabalho de parto.&lt;br /&gt;Os segundos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ocitócicos&lt;/span&gt; puros, são medicamentos de síntese laboratorial que tem composição idêntica à da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;ocitocina&lt;/span&gt;, hormona libertada pela hipófise anterior. Tem a respectiva acção junto das fibras musculares do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;miométrio&lt;/span&gt; (músculo uterino) e assim acelerar ou manter aquilo que se designa por contracções uterinas.&lt;br /&gt;Como já foi dito, este procedimento foi desenvolvido para dar resposta ás situações criticas da gravidez, quer sejam elas maternas, fetais ou de ambos. Agora, o que se passa nos dias actuais é que se faz um uso abusivo destes medicamentos e para situações que em nada tem a ver com situações patológicas ou criticas. Muitos dos critérios usados hoje, centram-se fundamentalmente para respeitar o tempo ou presença do médico, porque a mulher é de longe, por causa da programação de datas festivas ou férias, para se "evitarem" complicações e para dar resposta às exigências das mulheres/família (provavelmente mal informadas). Um outro argumento amplamente utilizado é por causa da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;dismaturidade&lt;/span&gt; (o mesmo que bebé velho, isto é, com mais tempo de gestação do que as 42 semanas), para prevenir ou evitar os problemas inerentes a esta situação, contudo verificam-se hoje induções, sem causa aparente, às 39, 38 e até 37 semanas, logo muito longe das 42.&lt;br /&gt;O problema da indução do trabalho de parto e parto vai muito além do simples desencadear e manter as contracções uterinas, arrasta consigo ou desenvolve um conjunto de complicações materno-fetais que podem terminar com consequências gravíssimas para ambos. Este procedimento não é inócuo. Entre outras coisas, não permite que a mulher desenvolva os mecanismos normais, fisiológicos e antagonistas da dor (as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;endorfinas&lt;/span&gt;), obriga a vigilância contínua e necessita a monitorização permanente através do registo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;cardiotocográfico&lt;/span&gt; para se controlarem os problemas associados com o uso destas drogas, por exemplo, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;taquissistolia&lt;/span&gt; uterina (mais contracções por unidade de tempo do que as que normalmente se verifica), a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;hipertonia&lt;/span&gt; uterina (mais tempo de duração da contracção por unidade de tempo do que normalmente se verifica), a ruptura uterina (rompimento espontâneo da parede uterina por consequência das contracções fortes e contínuas) e o descolamento da placenta (por mecanismo idêntico ao da ruptura).&lt;br /&gt;Num processo de indução de trabalho de parto são desencadeadas e mantidas dores brutais na mulher, muito acima do potencial normal e capacidade de resistência, criando-se assim, facilmente, uma situação de desespero que vai além do simples facto de ter contracções. Se este processo for combinado, isto é, a utilização dos dois medicamentos indutores, por fases, onde primeiramente são colocadas as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;prostaglandinas&lt;/span&gt; cervicais, para amadurecimento do colo, e depois os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;ocitócicos&lt;/span&gt; para as contracções uterinas, pode-se dizer que estamos perante um processo altamente agressivo e desumano para o estar daquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;díade&lt;/span&gt;, mãe/feto. Daqui se percebe o porquê da mulher suplicar para que seja feito o bloqueio analgésico através da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;epidural&lt;/span&gt;, no fundo, é já uma "necessidade" daquela mulher que deve ser satisfeita. Consequentemente, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;epidural&lt;/span&gt;, como processo bloqueador, interfere nas capacidades maternas o que pode levar, assim, a outras complicações extremamente graves que já foram referidas em reflexão anterior.&lt;br /&gt;Voltando ainda às consequências da indução, verifica-se na maior parte das vezes aquilo que é designado por inversão de polaridade. Isto é, num processo de trabalho de parto e parto natural a frequência das contracções situam-se em intervalos mais ou menos regulares de 5 minutos, com a duração da própria contracção a não ultrapassar, em média, o minuto de duração, ora, na indução verifica-se uma alteração deste padrão, com contracções mais prolongadas, podendo ultrapassar o minuto e meio de duração, enquanto que se verifica menor espaço de tempo entre as respectivas contracções (observam-se com frequência uma contracção em cada 2 minutos), o que dá uma imagem gráfica de inversão do traçado. Logo, se com menos tempo disponível para que se processe a recuperação útero-fetal, associado às contracções mais duradouras, podemos então imaginar o quanto este processo por si só é violento e agressivo. Se para a mãe, quando castrada nas suas competências, através do bloqueio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;epidural&lt;/span&gt;, passa a suportar esta fase com alguma facilidade, porque não tem o estimulo sensorial de dor (não tiraram a dor, bloquearam a transmissão desse mesmo estímulo, e outros, por inerência, o que dá a percepção de ausência de dor), já o feto é vítima de uma agressividade física sem limites. Se não vejamos, pelo facto dos intervalos de tempo entre contracções ser manifestamente insuficiente para recuperar, é-lhe também suprimido ou diminuída a quantidade de oxigénio e nutrientes necessários para as suas funções vitais (um útero contraído não permite que se efectue as trocas gasosas e nutritivas ao nível da placenta na exacta medida que cada contracção estrangula por um lado os vasos que fazem chegar o sangue materno e por outro os vasos que levam o sangue ao feto), pelo que é facilmente levado ao completo esgotamento de todas as suas reservas, o que o faz entrar na fase designada por sofrimento fetal. Por aqui se consegue perceber da necessidade imperiosa de haver sempre um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;neonatologista&lt;/span&gt; por perto, porque um bebé esgotado não consegue e nem é capaz de fazer uma boa adaptação à vida extra-uterina o que exige por isso, muitas vezes, a execução das manobras de reanimação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;neonatal&lt;/span&gt;. Se a isto se associar a dor que possa ter, devido à colocação de uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;fórceps&lt;/span&gt;, ou ventosa ou até de ambos, não temos, assim, a capacidade de imaginar o sofrimento que este delicado ser é vítima quando da saída do ventre de sua mãe.&lt;br /&gt;Fazendo uma ligação a outra reflexão anterior, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;epidural&lt;/span&gt;, assim se explica melhor e de forma fácil os 70% de partos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;distócicos&lt;/span&gt; das nossas maternidades (ventosas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;fórceps&lt;/span&gt; e cesarianas), o que não se consegue explicar é o sofrimento atroz que cada mulher passa consequência das contracções violentas que se lhe impõem, primeiro pela acção das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;prostaglandinas&lt;/span&gt; e depois através das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;perfusões&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;ocitócicas&lt;/span&gt; (soro com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;ocitocina&lt;/span&gt;) e também não se consegue explicar, porque não está quantificado ainda, o nível de sofrimento que o feto passa, assim como as consequências a curto, médio e longo prazo quer para o bebé pela instrumentalização do parto, quer para a mãe como consequência igualmente da instrumentalização do parto, da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;episiotomia&lt;/span&gt; efectuada ou da ferida cirúrgica abdominal fruto de uma cesariana.&lt;br /&gt;Assim a consequência de um acto que muitas vezes tem como argumentação "o dar uma ajudinha para o bebé nascer" ou "pronto já chega de gravidez", pode-se transformar por um lado num dos piores momentos e vivências para a mulher que deseja ter uma experiência maravilhosa com o nascimento do seu filho e por outro, para o bebé, é vitima de uma agressividade desmesurada. Podemos assim compreender a natureza das verdadeiras histórias de terror e de pesadelo relatadas por inúmeras mulheres quando revivem mentalmente os seus partos.&lt;br /&gt;Hoje conhecem-se formas naturais de induzir um trabalho de parto e parto, sem recurso a drogas violentas, estão descritos mecanismos pelos quais se pode desencadear este processo, porque não, então, utilizá-los?&lt;br /&gt;O parto humanizado tem como base o não recurso a agentes terapêuticos como coadjuvantes do processo de nascimento, assim como respeita a fisiologia e o tempo de nascimento, por isso se explicam as tão baixas taxas de problemas materno/&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;neonatais&lt;/span&gt; a quem opta por esta alternativa.&lt;br /&gt;Num parto em casa é proibido o uso destes agentes em qualquer fase do trabalho de parto e parto, excepto em caso de hemorragias severas pós-parto. Só que aqui, não funcionam como indutores, mas sim como estimulantes do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;tónus&lt;/span&gt; uterino, em úteros com dificuldade em se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;contrairem&lt;/span&gt;, evitando, assim, as hemorragias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;puerperais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Dá que pensar não dá?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-5595174628188776825?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/5595174628188776825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=5595174628188776825' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5595174628188776825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5595174628188776825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/06/induo.html' title='A Indução'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-6777079367273595943</id><published>2007-06-21T21:31:00.001Z</published><updated>2007-06-21T21:36:34.655Z</updated><title type='text'>desculpem-me mas venho em breve</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tnho como principio em cada reflexão que faço e coloco neste espaço, que seja um complemento de saberes e de conhecimentos, exactamente para poder dignificar quer o espaço em si quer também o teor e conteúdo das mensagens em questão nesta área temática.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste sentido, sei que estou a demorar com uma nova reflexão. Por isso venho pedir a vossa compreensão e tambêm alguma paciência porque estou a reunir informação e complementação cientifica para a próxima reflexão que irá sair muito em breve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tema é a indução do trabalho de parto e parto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até breve&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-6777079367273595943?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/6777079367273595943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=6777079367273595943' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/6777079367273595943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/6777079367273595943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/06/desculpem-me-mas-venho-em-breve.html' title='desculpem-me mas venho em breve'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-3051679303973305842</id><published>2007-06-10T22:27:00.000Z</published><updated>2007-06-10T22:56:46.028Z</updated><title type='text'>Porquê?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sei que já não escrevo há algum tempo, mas tudo tem a ver com a dificuldade em ter um tempo para poder assentar as ideias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para hoje trago uma interrogação que eu próprio gostava de ter a resposta.&lt;br /&gt;Sabemos que o papel da mulher veio-se modificando ao longo dos tempos, ao ponto de que o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;status&lt;/span&gt; social diminuiu de forma considerável com os tempos. Fruto de um crescente modelo patriarcal, à mulher foi-lhe reduzido o seu papel de interferência social, cultural e até familiar. A questão da importância do filho varão era, e em alguns casos ainda é, de extrema importância. E a mulher? Apenas quase que se lhes reconheceu o papel de reprodutora e de continuidade da família. Daí e até hoje relativamente a práticas sociais associadas à maternidade como processo, só se conhecem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ritus&lt;/span&gt; de fecundidade e de procriação ligados à mulher e nunca ao homem, só se conhecem as referências de veneração a objectos de carácter fálico e não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ginecoide&lt;/span&gt; e só se conhecem a importância do consumo de determinadas ervas e chás para ajudar a engravidar e nunca para o homem ser fértil. E caso a mulher engravide, existem os milhares de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ritus&lt;/span&gt; ligados à gravidez, para a mulher conseguir levar essa gravidez até ao fim sem problemas e por isso não passar a ser considerada um elemento abominável e desprezível dentro da família que nem ter filhos consegue ter. Enfim, são muitas e variadas as pressões que se exercem sobre a mulher definhando o seu papel ao de mera reprodutora.&lt;br /&gt;Hoje, começa-se a assistir a uma inversão desta situação. A mulher finalmente começa a despertar, com um papel de maior intervenção social, apoiadas por movimentos de emancipação da mulher e assim ela tem conseguido readquirir o seu forte papel social e familiar.&lt;br /&gt;Contudo há questões que me deixam um pouco perplexo e sem explicação. É o facto de ela se entregar de forma gratuita às decisões de outros que nada tem a ver com ela e/ou sua família. Será que não está na altura de ver o filme ao contrário do que o vêm actualmente? Será que um estranho tem mais amor e consideração pela mulher do que o companheiro que está com ela todo o tempo, vive as alegrias e tristezas, a felicidade e a amargura da vida? Será razoável não se tornarem mais conscientes para tomadas de decisão relativamente a actos ou procedimentos que possam ter implicação directa com a sua pessoa ou com a sua saúde?&lt;br /&gt;Todos sabemos que o meio hospitalar é um meio amorfo e estranho a cada um de nós, que choramos quando vislumbramos a ideia de ter de ir para lá. Todos sabemos que deixamos de ser pessoas para sermos números quando vamos para lá. Todos sabemos que passamos a ser um elemento de diagnóstico e de terapêutica e não de pessoa na sua vertente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;holistica&lt;/span&gt;. Todos sabemos que existem normas e protocolos pelos quais nos devemos agir, até porque é a única forma de eles saberem trabalhar e de poderem trabalhar. Todos sabemos que quando para lá vamos não podemos ou devemos ter opinião mas sim somos fruto de opiniões. Todos sabemos que há actos médico-cirúrgicos com forte possibilidade de nos infligir coisas para o resto da vida. Todos sabemos que lá se acredita muito mais na força da máquina e do medicamento do que na força e na capacidade humana. Todos sabemos que há forças de interesse dentro do meio hospitalar e que se servem de nós para se sobressaírem. Todos sabemos que há muita gente interessada em aprender e por isso sujeitam as pessoas a exames e testes para beneficio próprio. Todos sabemos que quando entramos num hospital passamos a ser um ser assexuado que se queixa de algo, e assim é tratado como tal. Todos sabemos que há baterias de pessoas que rodeiam a "doente" interessando-se fundamentalmente sobre a patologia e não sobre a pessoa. Todos sabemos que temos de ter um comportamento adequado à instituição para não sermos rotulados de marginais e para não sofrermos com as desagradáveis incorrecções e desrespeito como forma de punição a quem ousou dizer um não ao poder instituído. Todos sabemos que ficamos acorrentados com medo de que eles se enganem ou procedam de forma incorrecta, fria e distante.&lt;br /&gt;Então porquê? Conseguem dar-me uma resposta? Porque é que as mulheres se submetem a este sistema? Porque se deixam manipular de forma gratuita? Porque é que não conseguem dizer basta? Porque é que não começam a pensar ao contrário?&lt;br /&gt;Sabe-se que o parto em casa hoje é mais seguro (2% de problemas em casa em relação a 70% de partos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;distócicos&lt;/span&gt; (ventosas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;forceps&lt;/span&gt; e cesarianas) e a 98% de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;episiotomias&lt;/span&gt; nos hospitais/maternidades), e respeitador deste momento do que o parto hospitalar então porque é que não se pensa primeiro por esta via? Se considerarmos que o companheiro/marido é muito mais respeitador e compreensivo para com a mulher, assim como deseja ser um elemento mais activo no processo do nascimento do seu filho, então porque é que não se começa a pensar por esta via? Se em casa podemos alimentar, deambular, ter os nossos cheiros e a luz que pretendemos, porque é que não se começa a pensar por esta via? Se em casa se pode ter o acompanhamento profissional de um profissional obstetra e de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;doula&lt;/span&gt; que dão segurança e apoio a este evento, então porque é que não se começa a pensar por esta via? Se considerarmos a atmosfera e o ambiente muito mais tranquilo em casa e favorecedor de óptimas experiências e vivências, então porque é que não se começa a pensar por esta via? Se sabemos que há métodos naturais e muitíssimo eficazes de alivio da dor sem recurso a drogas ou técnicas invasivas cheias de riscos e de desvantagens, então porque é que não se começa a pensar por esta via?&lt;br /&gt;PORQUÊ mulheres? Porque é que se entregam com essa facilidade a um mundo que vos é terrivelmente hostil e cheio de armadilhas?&lt;br /&gt;Dá que pensar não dá?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-3051679303973305842?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/3051679303973305842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=3051679303973305842' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/3051679303973305842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/3051679303973305842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/06/porqu.html' title='Porquê?'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-5073973907517351389</id><published>2007-05-26T17:43:00.000Z</published><updated>2007-05-27T21:21:32.464Z</updated><title type='text'>O PROBLEMA ESTÁ NA MULHER</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recentemente debrucei-me sobre a dinâmica de um hospital neste caso de uma maternidade e passaram por mim dois sentires diferentes da mesma realidade.&lt;br /&gt;O primeiro diz respeito ao funcionamento das unidades sem parturientes. Verifiquei que as unidades neste contexto funcionam maravilhosamente bem. Os diferentes departamentos funcionam entre si sem problemas, as pessoas entendem-se bem, não há gritos, correrias ou outros estados de loucura afim, há tempo para ir ao bar e comprar uma revista da Caras® ou da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Lux&lt;/span&gt;® (pareceu-me serem as mais consumidas), pode-se ouvir atrás da descontracção a necessidade de se ir comprar o que falta para o stock de casa estar completo. Enfim, tudo está perfeito, funcionando às mil maravilhas e não há conflitos institucionais.&lt;br /&gt;O segundo surge quando, por força de uma determinação, entra uma parturiente. É então que tudo se modifica como se por ali passasse um tufão. Por força da obrigatoriedade de se proceder ao cumprimento das normas e actividades &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;protocolarizadas&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tricotomias&lt;/span&gt;, punções, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;clisteres&lt;/span&gt; de limpeza rectal, monitorização &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cardiotocográfica&lt;/span&gt;, colocar soros, etc.), todo o ambiente hospitalar e humor dos profissionais se modifica abruptamente (claro que nem todos entram de imediato neste estado de tensão e outros que se conseguem manter afastados durante todo o período laboral). Começa o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;curropio&lt;/span&gt; das pessoas, os decibéis das falas sobem significativamente, os apitos e alarmes disparam freneticamente como que ajudando à festa instalada repentinamente. Aumentam as necessidades das pessoas em saber de minuto a minuto como “está a situação, para depois saber o que fazer”, começam a emergir dos diferentes corredores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;magotes&lt;/span&gt; de pessoas para “fazer o que tem a fazer”, decifram-se os registos e diagnosticam-se patologias, caiem arrastadeira, ligam-se incubadoras (para prevenir qualquer coisa), os telefones estabelecem um combate feroz com os ouvidos de cada um dos participantes. A esgrima entre aqueles que se julgam ou querem ser mais importantes do que o outro inicia-se. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;umbiguistas&lt;/span&gt; reclamam territórios e a agitação acentua-se. Até que por fim na azáfama do parto, entre a decisão de uma ventosa ou de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;fórceps&lt;/span&gt;, há que posicionar a “doente”, há que aconchegar o acompanhante num cadeirão, há que calar apitos e há que actuar. A agitação é enorme e todos se tentam posicionar o melhor possível no minúsculo espaço acotovelando-se em cima da parturiente, cada um dando a sua ordem como se aquela fosse determinante para o sucesso do nascimento.&lt;br /&gt;Depois do bebé sair do ventre da mãe, há que cozer, limpar, enxugar tudo que por um acto de magia ficou envolto num mar misto de solutos e sangue. O bebé chora, é virado e revirado para ver se está tudo bem. Enfia tubo, tira tubo. Espetam-se agulhas. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Põem&lt;/span&gt;-se gotas. Enxuga-se a cara, as pernas, o tórax, as costas e deixa-se debaixo da fonte de calor (para não perder calor).&lt;br /&gt;Até a senhora sair para a unidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;puerperas&lt;/span&gt;, regista-se uma circulação de pessoas acompanhadas por amontoados de papéis, verificações das anotações, dos registos, dos dados obtidos, para não se perder nada (se por acaso for para tribunal temos que nos safar). Juntam-se todas as peças do puzzle e finalmente acomoda-se a senhora numa estreita maca e transfere-se rapidamente para a unidade de internamento porque a balbúrdia já foi muita. Há suspiros no ar, há testas luzidias como resposta à intensidade da luz do candeeiro cirúrgico que impiedosamente castigou aqueles vultos com o seu calor, há o cair de corpos esgotados num cadeirão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! falta falar da mãe/mulher que acabou de ter um bebé. Mas é engraçado porque não me ocorre dizer nada sobre ela. Também verifiquei que ela não foi valorizada para este acontecimento que devia ser dela. Só vi imporem-lhe normas e procedimentos e importarem-se com ela, quando ela tinha o dever e a obrigação de satisfazer o ego e a vaidade de quem lhe fez o parto e daqueles, muitos, que assistiram aquele que lhe fez o parto. Do resto, não ouvi falar dela, nem dos seus medos, anseios e preocupações. Não me lembro de ver profissionais a falarem com ela com a delicadeza e sensibilidade que este momento requer, de saber o que é que ela precisa, de a esclarecerem devidamente dos prós e muitos contras que a tecnocracia hospitalar pode trazer ao nascimento do seu filho. Não me lembro de haver alguém a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;doular&lt;/span&gt; esta mulher, apesar de defenderem esta prática em congressos e reuniões cientificas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim. Posso então concluir, e desculpem-me esta extrema modéstia, que o problema para as maternidades funcionarem mal é da mulher que ali foi parir, porque se ela não estivesse ali, tudo e todos funcionavam perfeitamente, como me deu a entender pelo que vi. Dá que pensar não dá?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-5073973907517351389?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/5073973907517351389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=5073973907517351389' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5073973907517351389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5073973907517351389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/05/o-problema-est-na-mulher.html' title='O PROBLEMA ESTÁ NA MULHER'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-4700696147802693890</id><published>2007-05-09T20:41:00.000Z</published><updated>2007-05-11T16:21:45.437Z</updated><title type='text'>Realmente dá mesmo que pensar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje tive a oportunidade de ver uma reportagem efectuada por um canal de televisão e que se intitulava "condenados à nascença".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dos quatro casos apresentados, só foi dada a versão dos "lesados", isto é, das famílias que sofreram com o desfecho da situação, contudo verificamos que há coisas em comum em todos eles:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os partos aconteceram no hospital e sem que nada fizesse antever com finais dolorosos e de tristeza profunda para as famílias envolvidas. Verifiquei que em nenhum dos casos relatados se configurava com situações enquadradas na gravidez e parto de risco (exceptuando eventualmente um dos casos).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então porque é que aconteceram? Não sei. Mas há variáveis que podem ser consideradas fruto da obstetrícia actual e que já foram alvo de algumas reflexões anteriores neste espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre estas variáveis verificámos que em todas as situações (especialmente as três primeiras) se deu a entender que foram trabalhos de parto induzidos e parece (e esta é uma dedução exclusivamente minha) que pelo menos em três deles deve ter havido analgesia por bloqueio epidural (esta dedução vem dos relatos feitos em que as mulheres referem ter sido culpabilizadas por não terem colaborado no parto, isto é, que não tinham feito as forças expulsivas adequadas no período expulsivo. Este mecanismo está na maior parte das vezes associado à analgesia por bloqueio epidural e ficou descrito o porquê na reflexão anterior. A analgesia epidural é actualmente uma prática comum dos nossos hospitais, muito por culpa da continua desinformação que se mantém nas mulheres e daí ser responsável em grande parte doas casos dos 60 a 70% de partos distócicos, ventosa, forceps e cesariana). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejamos então um pouco mais em pormenor os relatos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira situação. Uma indução às 40 semanas, num dia em que a médica estava de serviço. Às 20 horas e 30 minutos o bebé, com possível esgotamento das reservas energéticas, consequência provável de um trabalho de parto acelerado (deduzo eu) pela utilização da ocitocina, entra em falência generalizada e de seguida em sofrimento. Tentaram estimular as forças expulsivas para acelerar o parto e foi por esta altura que a senhora refere, que ouviu comentários que a culpabilizam por não ter colaborado mais activamente no parto (o que me leva a deduzir deter havido bloqueio epidural). A médica só chega depois das 21 horas (1/2 hora após o inicio dos episódios de sofrimento fetal, porque estava a jantar em casa, fora do local de trabalho apesar de estar de serviço) e então faz um forceps e a criança (Gonçalo) fica com lesões permanentes e irreversíveis, por consequência de anóxia cerebral prolongada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na segunda situação não ficou bem esclarecido o motivo pelo qual é que a senhora foi mandada para o hospital, sabemos que foi por indicação da médica de família que durante a vigilância da gravidez tinha previsto ou deduzido da necessidade de uma cesariana. Através do relato, somos levados a crer que houve uma indução oral (tomou um comprimido e foi mandada para casa). Após algumas contracções em casa, ocorre a ruptura da bolsa amniótica, o que a leva novamente ao hospital algum tempo mais tarde. Dos factos relatados relativamente ao parto propriamente dito, a senhora referiu-nos que foram aplicadas por diversas vezes as mãos, que não resultou, depois a ventosa, que também não resultou, depois o forceps, que também não resultou (deduzo eu por a apresentação fetal se encontrar em patamares muito altos. Sabe-se que a aplicação de instrumentos em níveis pélvicos altos, na maioria das vezes, só é possível em determinadas condições de analgesia) e acabou numa cesariana. Resultaram destes procedimentos, a morte do filho, múltiplas lesões vaginais por traumatismos obstétricos e consequente infecção vaginal prolongada. Diagnóstico, asfixia grave com traumatismo obstétrico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A terceira situação, num hospital, um trabalho de parto arrastado (indução sem haver condições cervicais para isso?), com falência fetal (?), do que resultou a aplicação de forceps e esmagamento craneo-encefálico da criança, hemorragia cerebral e consequente morte. Segundo o relato, esta situação decorreu 12 horas após a ruptura da bolsa amniótica (o que não é muito, em termos obstétricos) e como consequência de muitas manobras obstétricas para extrair o bebé, que não resultaram, e também da pouca colaboração materna durante o período expulsivo (epidural?), até que um médico (o único a responder actualmente por homicídio por negligência), decide fazer um forceps alto (permitido pelo bloqueio epidural?), do que resultou o esmagamento craniano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A última situação, esta sim, há uma componente patológica diagnosticada posteriormente de sepsis, daí um desvio da normalidade da gravidez e parto e de que resultou, segundo o testemunho do pai, num diagnóstico errado, terapêutica errada e a consequente morte da mãe e da criança. Este episódio foge claramente ao prototipo de prática obstétrica interventiva e tecnocrática no trabalho de parto e parto. Mas mesmo assim com um desfecho lamentável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Através desta reportagem há vários denominadores comuns, todos são hospitalares, excessivo controle e decisões exclusivamente médicas, altamente interventivos e com graves desfechos. Fica no ar uma outra questão: e aquelas mulheres que sofreram e sofrem ainda com as consequências das intervenções, manipulações e mutilações resultantes do intervencionismo no parto? Quantas mulheres se calaram e com resultados penosos para a sua pessoa? Quanta sofrem ainda hoje de morbilidade pós-parto?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho vindo, através de reflexões, alertar para alguns tipos de consequências maternas e/ou fetais resultantes de práticas médicas obstétricas que desrespeitam a fisiologia, o tempo e o desenvolvimento de um trabalho de parto e parto. A experiência acumulada por vários anos me tem vindo a demonstrar isto claramente. Daí o meu sentir da necessidade de continuar este combate contra a excessivo intervencionismo no nascimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dá que pensar, não dá?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-4700696147802693890?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/4700696147802693890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=4700696147802693890' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4700696147802693890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4700696147802693890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/05/realmente-d-mesmo-que-pensar.html' title='Realmente dá mesmo que pensar'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-4896209035048249665</id><published>2007-05-05T10:26:00.000Z</published><updated>2007-05-05T14:59:53.502Z</updated><title type='text'>Episiotomia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A episiotomia define-se como uma incisão (corte) cirúrgico no músculo perineal (o músculo que compõe o que se designa por soalho vaginal e que por isso divide a vagina do recto) e eventualmente no músculo elevatório do ânus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este corte começou a ser usado por rotina nos partos durante o século passado e hoje é como um procedimento indispensável para quem parteja. As desculpas ou indicações para este procedimento cresceram ao ritmo da necessidade da sua justificação. As mais usadas são: facilitar a saída do bebé; diminuir o tempo de encravamento vaginal do bebé; facilitar as manobras obstétricas; evitar lacerações descontroladas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas vejamos algumas coisas associadas a este simples mas mutilante corte genital feminino. Ele é feito à investida cega de uma tesoura cirúrgica que no seu caminho dilacera tudo o que se lhe atravessa na frente, sem excepção, e corresponde em geral ao tamanho das lâminas da tesoura utilizada e caso não se insista no corte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Penso ser importante neste momento referir que a Organização Mundial de Saúde sustenta que esta prática não traz benefícios materno-fetais e que deveria ser de todo evitada na prática obstétrica. Não há até ao momento nenhuma prova cientifica ou pesquisa académica que justifique ou aprove esta técnica por rotina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas nossas maternidades/hospitais a taxa de execução de episiotomias é de 99%. Acredito que este número em parte se justifica pela falsa percepção de quem a faz, pensar que dessa forma assume o poder da prática cirúrgica (corte e sutura). Acredito também que estas taxas estão associadas ao modelo académico de formação, todo ele centrado no modelo tecnocrático focalizado no medicamento, máquina e cirurgia, sendo por isso parte integrante dos objectivos académicos, o fazer a episiotomia e sua reparação cirúrgica. Não há nos nossos dias e nas escolas médicas a tradição e digo o saber da arte de partejar sem interferência técnica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas verdadeiramente o que é que acontece com a episiotomia? O músculo perineal, o mais atingido com esta prática, tem uma função extraordinária para a mulher. Ele tem interferência directa na mobilidade, no coito e no parto, entre outras funções acessórias. Quando este músculo é cortado durante o parto deixa de fazer uma das principais funções que é o da orientação fisiológica da cabeça do bebé para o nascimento e permitir suavidade na respectiva libertação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já durante o processo de cicatrização, no pós-parto, ele limita a mobilidade da mulher, causa dores continuas e limita o posicionamento em especial no sentar e a execução de tarefas relativamente simples como seja o vestir, calçar e o lavar. As dores deste processo de cicatrização são crescentes ao longo do tempo, acompanhado por um processo inflamatório intenso, por isso é que as mulheres manifestam um desconforto crescente à medida que os dias se vão passando. A cicatriz resultante do corte perineal, muitas das vezes desenvolvem cicatrizes coloidais, transforma-se então numa inimiga da mulher. Não só irá interferir nos partos posteriores limitando a distensão perineal e por isso torna inevitáveis as lacerações e/ou novas episiotomias, assim como são um dos principais responsáveis pelas dispareunias (dores às relações sexuais), por limitação da distensão perineal facilitadora do coito e pela lesão/compromisso dos ramos nervosos sensitivos, tornando-se por esta via castradora da intimidade e do relacionamento do casal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De entre as estruturas que também poderão ficar afectadas com a episiotomia é a enervação sensitiva dos grandes  e pequenos lábios vaginais e até do clitóris. Isto porque a enervação destas estruturas deriva do nervo pudendo que por sua vez deriva das ramificações sensitivas lombares. Assim, a sensibilização das estruturas genitais exteriores vem da "árvore" ascendente do nervo pudendo. Ora, quando da episiotomia, e em especial se esta for mais extensa, poderá ocorrer a secção deste nervo o que pode originar desde adormecimento parcial até à falta de sensibilidade genital, do lado correspondente da episiotomia. No fundo, em termos limite, podemos dizer, que muitos de nós tem uma forte tendência para subscrever as petições mundiais contra as mutilações genitais femininas que acontecem em algumas regiões ou tribos africanas, pois o que acontece aqui com a episiotomia é que se poderá estar a proceder também a um tipo de mutilação genital, contudo com a desculpa de que foi para "ajudar o parto" (quantos de nós já não ouviu relatos de mulheres que ficaram com parestesias genitais permanentes (formigueiros) após o parto? talvez agora se compreenda melhor).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra das estruturas que poderão ser afectadas pela episiotomia, são as estruturas vasculares, veias e artérias, que poderão assim originar hematomas internos e consequentemente aumentar a compressão do perineo e assim aumentar as dores e desconforto da mulher. Para além de que o sangue acumulado é um excelente alimento para as bactérias e por isso promover o surgimento de infecções perineais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por falar em infecção, esta também pode ser mais uma das consequências da episiotomia. Através do corte, abre-se por assim dizer um caminho às estruturas internas. Ora, os micróbios que estão na pele, e que ali vivem bem porque é o seu habitat natural, quando se podem deslocar para terrenos internos, aí podem-se desenvolver, tornarem-se patogénicos (capazes de desenvolverem doença) e assim criarem abcessos ou infecção generalizada daquela zona.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De entre as estruturas acessórias dos genitais femininos externos, encontram-se, igualmente, as glândulas de Bartholin, que são responsáveis pela lubrificação da vulva e vagina externa, para assim facilitar a relação sexual. Quando da realização da episiotomia pode haver também a secção e corte desta glândula, o que pode comprometer a sua funcionalidade posterior para além de a tornar susceptível para o desenvolvimento de infecções e assim aumentar-se a probabilidade de se repetirem as bartholinites.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referi anteriormente que uma das desculpas utilizadas para a execução da episiotomia é de evitar as lacerações vaginais. Ora, se durante o nascimento ocorrer a referida rasgadura, e por vezes ela acontece, estas são normalmente mais pequenas, evitam e contornam as estruturas internas de maior resistência como seja o caso de músculos, tendões, glândulas e vasos sanguíneos e assim, por serem mais pequenas, também são de fácil reparação. Convém igualmente referir que a posição ginecológica adoptada nas maternidades/hospitais para parir não é nada facilitadora para o nascimento de uma criança, e neste capítulo, a probabilidade de ocorrerem lacerações com esta posição é maior e são também normalmente mais extensas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para finalizar, e em sequência da publicação anterior, uma mulher com epidural que por sua vez está castrada nas suas competências para parir e como se viu tem maior probabilidade de ter um parto distócico, ventosa e forcéps, também aqui se verificam as consequências. Para além da necessidade de utilização de instrumentos por notória falta de colaboração materna, ela também permite episiotomias mais extensas e profundas, exactamente porque estando sem dor, numa posição menos fisiológica e com a necessidade de se colocarem instrumentos de ajuda ao parto, o técnico irá proceder a uma extensa episiotomia exactamente porque precisa de abrir o canal de parto para a passagem da cabeça do bebé e ainda dos instrumentos acessórios (e mesmo assim verificam-se ainda o surgimento de lacerações atípicas, resultantes da tracção e rotação mecânica que é feita para a libertação da criança. Lacerações estas distribuídas por diversas partes da mucosa vaginal, uretra e recto).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste sentido falar de episiotomia não é só falar de um corte. É haver a necessidade de reflectir sobre a influência que esse corte pode ter para a saúde da mãe. Dá que pensar, não dá?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-4896209035048249665?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/4896209035048249665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=4896209035048249665' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4896209035048249665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4896209035048249665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/05/episiotomia.html' title='Episiotomia'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-4172128674233544635</id><published>2007-04-24T17:09:00.000Z</published><updated>2007-04-24T18:57:55.034Z</updated><title type='text'>a epidural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A abordagem hoje é sobre um procedimento, considerado por muitos a grande &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;invenção&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;obstetrícia&lt;/span&gt; moderna. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;epidural&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por muitos considerada como a salvadora do sofrimento da mulher, é vista actualmente como a grande inimiga da mulher. Uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;silenciosa&lt;/span&gt; atitude que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;destroi&lt;/span&gt; a mulher em quase toda a sua dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas passemos de facto a tecer algumas considerações sobre a famosa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;epidural&lt;/span&gt;. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;epidural&lt;/span&gt; consiste na colocação de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cateter&lt;/span&gt; fino, conduzido através de uma agulha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;manderil&lt;/span&gt; (condutora), num espaço virtual (porque ele efectivamente não existe), entre duas membranas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;epidural&lt;/span&gt; e dura-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;mater&lt;/span&gt;, duas das três membranas que rodeiam o tubo neural onde se encontra a espinal medula. O médico, anestesista, apercebe-se doespaço &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;epidural&lt;/span&gt; através da percepção da criação de uma pressão negativa resultante do empurrar da agulha condutora junto da segunda membrana o que de seguida o faz colocar o tal cateter neste espaço identificado. Este procedimento, puramente médico, tem como objectivo bloquear as vias sensitivas, através da injecção de um anestésico neste espaço,  junto das inserções neuronais, a nível das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;vértebras&lt;/span&gt; L3 e L4 (ou mais acima).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos sabemos que a dor é uma sensação, desagradável, é certo, mas não deixa de ser uma sensação. Ora se pudermos bloqueá-la, obteremos um estado de ausência de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;dor&lt;/span&gt; (independentemente de ela existir e continuar a ser representativa de modificações ou alterações fisiológicas).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Penso também ser correcto referir que a dor pode ser resultante de alterações patológicas, isto é, do aparecimento de uma doença como por exemplo o cancro, mas também o é como resultante de alterações &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;fisiológicas&lt;/span&gt; momentâneas, mas que não é sinónimo de doença, como por exemplo as dores menstruais ou as dores de parto. Aqui, porque efectivamente a pessoa não está doente, ao contrário do que por vezes se quer fazer crer, mas há algo momentâneo alterado. Muitos dos actuais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;clínicos&lt;/span&gt; referem que este tipo de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;dor&lt;/span&gt; é fundamental existir porque se trata de um relógio biológico que transmite informações permanentes sem colocar em risco a vida ou integridade da pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se fala de um acto médico puro deve-se considerar algumas coisas importantes e que a meu ver nem sempre são salvaguardadas que é a correcta informação das vantagens, desvantagens e riscos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vantagens, como se viu em cima é de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;bloquear&lt;/span&gt; a sensação da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;dor&lt;/span&gt; e assim removê-la da percepção da mãe. Riscos são vários e normalmente a cada um corresponde uma ou mais desvantagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, dos mais significativos temos: Um dos riscos é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;cateter&lt;/span&gt; não ficar colocado no espaço &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;epidural&lt;/span&gt;, o que resulta na mulher continuar com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;dor&lt;/span&gt; e ter que se submeter a nova colocação para que desta vez fique bem colocado (claro que não vou referir o número de picadas, que é em número variável, por vezes necessárias para se determinar o espaço ou o acesso mais facilitado). Um outro risco é a possibilidade de se furar a dura-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;mater&lt;/span&gt; (membrana logo a seguir) e daqui resulta a saída de liquido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;cefalo&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;raquideo&lt;/span&gt; (procedimento utilizado na punção lombar para determinar se há meningite, por exemplo), o que resulta permanentes e intensas cefaleias (dores de cabeça) que se tentam corrigir com a administração de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;análgesicos&lt;/span&gt; potentes e que pode obrigar a mulher permanecer deitada até 48 horas após o parto (no fundo cura-se uma dor, mas provoca-se outra mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;duradora&lt;/span&gt; no tempo). Um outro risco é o facto de o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;cateter&lt;/span&gt; ficar virado para um dos lados, o que resulta em uma parte ou zona do corpo ficar bloqueada e sem dor e a outra ficar com dor. Um outro risco é poder ocorrer uma pequena hemorragia no local, que por sua vez tem implicações devido à acumulação de sangue no local e sua absorção corporal. Um outro risco, resulta do facto que a agulha ao passar por tecidos humanos também passa e lesa artérias e veias, que como já vimos podem resultar em hemorragia, mas que se forem próximos da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;raiz&lt;/span&gt; nervosa podem absorver os agentes anestésicos administrados (com base em agentes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;morfinicos&lt;/span&gt;) e que podem desenvolver reacções medicamentosas, que na sua forma mais grave também são conduzidas ao feto. Finalmente, e para mim o maior e mais significativo dos riscos, é o facto de poder ocorrer um bloqueio a nível dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;neurossensores&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;rectais&lt;/span&gt; e que desta forma suprime a sensação de puxo às mulheres durante o período expulsivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este risco requer uma maior atenção até porque as desvantagens que acarreta podem ser muitas e de gravidade acrescida. A natureza deu à mulher e ao homem uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;neurossensores&lt;/span&gt;, que funcionam com o aumento da pressão e colocou-os fundamentalmente a nível rectal e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;vesical&lt;/span&gt;. Por isso quando chegam as fezes ao recto ou quando a bexiga fica cheia, a pessoa tem a respectiva sensação de defecar ou urinar. Na mulher em trabalho de parto, este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;neurossensores&lt;/span&gt; dão as informações à mulher que quando a cabeça do bebé está a descer na vagina  ela terá que fazer forças &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;expulsivas&lt;/span&gt; (iguais às de defecar), exactamente para colocar o bebé fora do seu organismo. E estas sensações são mais fortes à medida que o bebé desce (é por isso que muitas mulheres tem o bebé na ambulância antes de chegar à maternidade, ou até na cama antes de ser "colocada em posição". Ora uma mulher bloqueada, deixa de ter esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;sensação&lt;/span&gt; de puxo, porque também ele é uma sensação e como à dor, logo sensorial, logo, a mulher por mais vontade que tenha em colaborar, não consegue porque foi castrada nesta sua competência, isto é foi-lhe anulada esta sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;capacidade&lt;/span&gt;. Então o que é que acontece? um bebé preso na pélvis materna, sem descer, tem que se fazer com que ele desça. Como? com a aplicação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;forceps&lt;/span&gt; ou ventosas. E isto pode trazer outras complicações, a curto, médio e a longo prazo quer para a mãe, quer para o bebé. No limite, pode-se dizer que aquela mulher que lhe tiraram a dor durante alguns pares de horas, podem ter-lhe arranjado uma para o resto da vida com uma dependência permanente do médico e de cuidados médicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Explicando ainda melhor, quando se colocam instrumentos num local preparado para no limite suportar, em termos de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;distensão&lt;/span&gt;, a passagem de uma cabeça de um bebé, obriga-se a distender mais para suportar mais uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;forcéps&lt;/span&gt; ou ventosa, que na sequência dinâmica de puxar o bebé pode causar lesões extensas da parede vaginal (lacerações vaginais) que podem ir até ao colo uterino e até lesar este orgão, assim como podem lesar estruturas adjacentes como seja o caso da bexiga e recto. Não estou ainda a falar da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;episiotomia&lt;/span&gt; que fica para uma outra altura. Mais, uma mulher com a dor bloqueada, não reage à colocação destes instrumentos, que assim podem ser colocados em patamares superiores (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;apesar&lt;/span&gt; de se advogar que não é possível), do que podem resultar, por isso, em lesões mais extensas e profundas. Para não falar na possibilidade de lesão que estes instrumentos podem provocar na cabeça frágil de um bebé (e todos podem imaginar o cuidado com que se pega num bebé para não magoar a cabeça, por exemplo a dar banho), uma lesão pode ser resultante da pressão exercida por duas colheres opostas ou pode ser resultante do vácuo exercido sobre a calote &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;craneana&lt;/span&gt; do bebé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para não falar dos "agradáveis" comentários que se é obrigado a ouvir como "já não há mulheres como antigamente que não conseguem parir os próprios filhos" ou "nem fazer força sabem".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, gostava neste espaço de deixar dois alertas. Um alerta para que se pensasse melhor antes de se tomarem atitudes levianas e sem sustento informativo, na medida que pode trazer dissabores para o resto da vida. O outro para a desinformação que se deixa a mulher, porque ela estando desinformada, deixa-se levar, confiante que lhe estão a dizer a verdade e não consegue debater estes conceitos, quantas vezes já não se ouviu esta expressão "o que é que interessa isso, faço-lhe um parto sem dor e isso sim é que é importante".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca se interrogaram, porque é que hoje temos que 65% (números por baixo) dos partos que ocorrem na maternidade/hospital são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;distócicos&lt;/span&gt; (isto é ventosas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;forceps&lt;/span&gt; e cesarianas)? e porque é que estas taxas aparecem sobretudo na última década? Será que a mulher deixou de ter competências para ter um bebé nos últimos 10 anos? porque antigamente tinham filhos e muitas das vezes mais de 10 (também sei da implicação dos métodos de planeamento familiar nos dias de hoje) e não haviam problemas e hoje nem um quase conseguem ter? a resposta é simples deve-se à crescente implementação do bloqueio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;epidural&lt;/span&gt;. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;anestesistas&lt;/span&gt;, principais interessados, não gostam de ouvir isto e tentam desmistificar através de alegados estudos, mas os resultados estão aí e cada vez mais encontramos mulheres despedaçadas e desgraçadamente desgraçadas devido à instrumentalização do nascimento. É de pensar não é?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-4172128674233544635?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/4172128674233544635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=4172128674233544635' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4172128674233544635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/4172128674233544635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/04/epidural.html' title='a epidural'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-5302234181805888589</id><published>2007-04-20T21:11:00.000Z</published><updated>2007-04-20T21:41:39.555Z</updated><title type='text'>assertividade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem anda por aqui, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;blogosfera&lt;/span&gt;, e que tenha passado por este recanto terá certamente verificado que ele estava despido de conteúdo há já algum tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade veio ao de cimo como o cruzamento entre a água e o azeite. Isto é a relação entre disponibilidade e vontade estão na inversa proporção. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante este tempo estive ausente, também, porque alguns dos casais grávidos que acompanho chegaram ao fim do tempo de gestação. O que quer dizer rigorosamente o mesmo que tive de dispor de tempo para ajudar estes casais a receber o seu novo rebento. Resultante desta minha interacção emerge exactamente esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;postagem&lt;/span&gt; e o seu titulo diz tudo. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;assertividade&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de ser um defensor incondicional do parto domiciliar por muitas das coisas que já foram descritas e por outras que serão descritas (conforme desejo), neste período senti a necessidade de editar esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;postagem&lt;/span&gt;. E porquê? Por uma razão muito simples. É que tendo em conta que os dois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;princípios&lt;/span&gt; pelos quais se rege a humanização do nascimento, segurança e respeito à mulher/casal/família, estes nunca deverão em algum momento serem descurados sob risco de causar danos que poderão ser irreversíveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A presença de um obstetra (enfermeira ou médica) prende-se exactamente por isto, a avaliação continua do desenrolar daquele trabalho de parto e parto. E em alguma ocasião deve balançar entre decisões que poderão ser importantes no final deste processo de acompanhamento. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;assertividade&lt;/span&gt; deve ser o rumo do profissional que acompanha um parto domiciliar porque desta atitude resulta um acréscimo de profissionalismo e desta forma um reforço da confiança entre os diferentes agentes ou participantes deste evento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da mesma forma que acredito, traduzido pelas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;inúmeras&lt;/span&gt; evidências cientificas, que o parto domiciliar é sem sombra de dúvidas muito mais seguro, no contexto actual, do que o parto no meio hospitalar, também acredito nos resultados obtidos pela relação profissionalizante sustentada pela honestidade e sinceridade. Este é um bastião de abrigo para todo o verdadeiro profissional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, quem decide optar por um parto domiciliar deve exigir e deve ser assumido o compromisso do principio da segurança independentemente do desfecho que tal possa encerrar, isto é o encaminhamento para um centro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;obstétrico&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim teremos ganhos quer em termos de satisfação quer em termos de resultados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquem bem&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-5302234181805888589?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/5302234181805888589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=5302234181805888589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5302234181805888589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5302234181805888589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/04/assertividade.html' title='assertividade'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-8398895011818646537</id><published>2007-03-17T23:17:00.000Z</published><updated>2007-03-17T23:34:56.817Z</updated><title type='text'>Que segurança?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando se abordou na sociedade portuguesa a questão dos fechos das maternidades, o primeiro argumento que apareceu foi a questão da segurança no momento de parir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decorridos já um ano após a tomada desta decisão verificamos que afinal tanto não houve o cenário dantesco que muitos queriam que acontecesse como até que a transição para um novo modelo se fez de forma tranquila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas afinal que segurança é essa que se enaltece quando se fala do parto hospitalar? é muito simples e segundo os dados disponíveis verifica-se que a possibilidade de se ter num parto hospitalar um parto distócico é de cerca de 60%. Um parto distócico é todo aquele em que há participação activa da mão humana no próprio desenrolar do parto e estamos a falar de ventosas, forceps e cesariana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto é em cada 100 mulheres só apenas cerca de 40 é que terão a possibilidade de ter um parto vaginal e aqui ainda não vamos questionar o facto da episiotomia. Claro que razões há muitas e que teremos oportunidade para poder escamutiar algumas mas ficará para uma nova oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em comparação com o parto domiciliar e o parto em casa de parto onde existe o humanismo na base da assistência, verifica-se que é apenas 2 a 4% é que podem ter uma situação de parto distócico. O que quer dizer que em cada 100 mulheres que opte por parir em casa ou numa casa de parto existe a probabilidade de apenas 2 a 4 poderem ter uma situação anómala.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que a pergunta se impões. Afinal que segurança é esta, aquela que é apregoada para o parto hospitalar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que causas há muitas que conduzem a esta situação e que iremos descascar durante estes encontros. deixemos apenas alguma pontas no ar: induções atrasadissimas e sem condições usando uterótonicos potentes ou amadurecedores do colo uterino ou cervix, estimulações do trabalho de parto agressivas, epidural, desconhecimento da fisiologia do nascimento e a pressa em tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teremos tempo de abordar cada uma delas com a sua devida atenção. Para já ficamos por aqui e só queria mais uma vez deixar no ar para que reflitam de facto sobre os números apresentados e que resultam das mais recentes pesquisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-8398895011818646537?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/8398895011818646537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=8398895011818646537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/8398895011818646537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/8398895011818646537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/03/que-segurana.html' title='Que segurança?'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-1966690093447009742</id><published>2007-03-11T22:30:00.000Z</published><updated>2007-03-11T22:37:26.669Z</updated><title type='text'>onde encontrar um técnico para ajudar no parto em casa?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sei que já aqui não venho dar sinal há algum tempo, mas tal deve-se, e como eu já disse anteriormente, a uma agenda pessoal por vezes nada facilitadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta minha vinda hoje prende-se com uma pergunta colocada durante os dias que antecederam. Se eu quiser ter um parto em casa como encontrar e contactar um técnico obstetra, credenciado e pronto a vir dar a colaboração e ajuda no meu parto domiciliar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como é óbvio a resposta não pode vir assim objectiva nas páginas deste cantinho, mas vou dar uma pista. Mande um email para a caixa: &lt;a href="mailto:bem.nascer@gmail.com"&gt;bem.nascer@gmail.com&lt;/a&gt; , exponha o seu pensamento e desejo e é garantida uma resposta que se tentará que vá de encontro às suas expectativas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo hoje não dá para mais e assim me despeço, ficando a garantia de mais promenores técnicos sobre esta temática.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-1966690093447009742?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/1966690093447009742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=1966690093447009742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/1966690093447009742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/1966690093447009742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/03/onde-encontrar-um-tcnico-para-ajudar-no.html' title='onde encontrar um técnico para ajudar no parto em casa?'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-2778068682725528329</id><published>2007-03-05T21:08:00.000Z</published><updated>2007-03-05T21:23:58.406Z</updated><title type='text'>A harmonia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que mais tem aterrorizado todos aqueles que pensam e reflectem sobre o parto em casa é, no fundo, e sempre subjacente a postulados cravados no inconsciente, a questão da segurança técnica e o suporte técnico ao nascimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe-se hoje que é tão ou mais seguro nascer no domicilio que em unidades hospitalares altamente apetrechadas técnicamente, na exacta medida que estas permitem maiores e mais evasivos intervencionismos no nascimento que normalmente levam quer a mãe quer a criança para terrenos muito perigosos e daí as altas taxas de cesarianas e de partos distócicos, forceps e ventosas. Mas isto ficará para reflexões futuras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostava ainda de concluir a minha anterior reflexão no sentido de que o parto domiciliar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- permite a deambulação (caminhar), variar posições, tomar banhos relaxantes e escolher ambientes mais favoráveis para o trabalho de parto e parto assim como permite a ingesta de bebibas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Assume-se que cada mulher é diferente de todas as outras e, por isso, respeita os respectivos tempos naturais  do trabalho de parto e parto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Permite um acompanhamento priviligiado e pessoal quer do ponto de vista da inclusão de pessoas significativas para a parturiente, como o caso do companheiro, mãe, amiga etc, quer do ponto de vista técnico com a permanência que vem da vigilância da gravidez de um técnico obstetra que está presente no trabalho de parto e parto e que depois se desloca a casa para fazer o puerpério imediato. Ainda pode permitir, se for do interesse da parturiente do acompanhamento de uma doula.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai haver espaço e tempo para a inclusão de reflexões sobre abordagens psicológicas, sensoriais, pessoais e sócio-culturais, por isso caminhemos paulatinamente por este infinito de emoções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-2778068682725528329?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/2778068682725528329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=2778068682725528329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/2778068682725528329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/2778068682725528329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/03/harmonia.html' title='A harmonia'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-5962314917776470845</id><published>2007-03-04T14:25:00.000Z</published><updated>2007-03-04T14:28:39.444Z</updated><title type='text'>sabia que!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;SABIA QUE:&lt;br /&gt;- A Organização Mundial de Saúde designa por tempo de gravidez, a gestação que decorre até às 42 semanas.&lt;br /&gt;- Um Trabalho de Parto natural sem recurso a induções, conduz normalmente a um parto natural e sem complicações.&lt;br /&gt;- O Trabalho de Parto no Hospital/Maternidade condiciona quase sempre o estado de espírito da parturiente, condicionando por sua vez o desenvolvimento do próprio Trabalho de Parto.&lt;br /&gt;- No Trabalho de Parto num Hospital/Maternidade a parturiente normalmente permanece todo o tempo deitada, inibida nos seus movimentos e é-lhe restringido o número de acompanhantes.&lt;br /&gt;- No Trabalho de Parto num Hospital/Maternidade há procedimentos rotineiros e desumanizados.&lt;br /&gt;- Um Trabalho de Parto induzido provoca dores alucinantes e consequentemente um mal-estar e descontrole materno durante todo o Trabalho de Parto e Parto&lt;br /&gt;- A epidural é muitas vezes solicitada para anular os efeitos dolorosos provocados pelas induções do Trabalho de Parto.&lt;br /&gt;- A epidural não é uma técnica isenta de riscos e complicações.&lt;br /&gt;- A epidural está associada com o aumento de partos distócicos (ventosas e fórceps) devido ao bloqueio sensorial que provoca e consequentemente inibe a parturiente a colaborar no período expulsivo.&lt;br /&gt;- A aplicação dos Fórceps e Ventosas podem ter consequências maternas e do Recém-Nascido quer a curto quer a longo prazo.&lt;br /&gt;- Um Trabalho de Parto no domicílio pode ter a companhia e a colaboração de toda a sua família (se for esta a sua opção) e é seguida por especialistas obstetras (enfermeiros e médicos) e Doulas para conferir segurança e vigilância adequada do Trabalho de Parto.&lt;br /&gt;- Um acompanhamento domiciliar do Trabalho de Parto, normalmente conduz a um Trabalho de Parto mais rápido, sem complicações e rodeado de pessoas íntimas da parturiente.&lt;br /&gt;- Um Trabalho de Parto domiciliar evita na maior parte das vezes procedimentos hospitalares desnecessários.&lt;br /&gt;- Um Trabalho de Parto domiciliar é normalmente um Trabalho de Parto muito mais tranquilo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São as ideias da segurança hospitalar, tornando a mulher um ser incapaz e incompetente, que a reduziram a mais um orgãozinho que se pode curar, recuperar e plastificar com base a medicamentos e procedimentos médicos, altamente técnicos, complexos e com muitas possibilidades de erros e complicações&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-5962314917776470845?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/5962314917776470845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=5962314917776470845' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5962314917776470845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/5962314917776470845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/03/sabia-que.html' title='sabia que!'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-2663280340317494433</id><published>2007-03-04T14:14:00.000Z</published><updated>2007-03-04T14:23:39.366Z</updated><title type='text'>as dificuldades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando iniciei este projecto, tinha em mente, diáriamente, trazer a quem se interessa por isto considerações várias e variadas, claro sobre o tema que este espaço encerra. Mas depressa verifiquei que a variável mais finita que existe, o tempo, na directa razão da disponibilidades, torna assim quase inviável esta cadência. Contudo pretendo tornar ainda assim uma espaço regular, quer do ponto de vista de expressão de ideias, quer da partilha com as vossas ideias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-2663280340317494433?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/2663280340317494433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=2663280340317494433' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/2663280340317494433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/2663280340317494433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/03/as-dificuldades.html' title='as dificuldades'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6766246630739461960.post-2732713465346223096</id><published>2007-02-28T17:59:00.000Z</published><updated>2007-02-28T18:15:56.500Z</updated><title type='text'>inicio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois muita reflexão, resolvi encetar a minha participação sob a forma de opinião sobre um tema que considero de máxima importância para todos aqueles que buscam o melhor para as respectivas tomadas de decisão e que também por inerência das condições actuais não se encontram completamente esclarecidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tema é o parto. Nomeadamente o parto em casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como muita gente, também passei pela experiência do nascer numa unidade considerada segura para o nascimento. E como muita gente também senti as agruras do resultado de um excessivo intervencionismo sobre o processo do nascimento que acabam, naturalmente, por infligir mais danos do que beneficios quer maternos quer do filhote que acaba de nascer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ambiente altamente artificial que uma maternidade/hospital cria, pessoal muitas das vezes apressados e pouco disponíveis, sermos o centro de olhares indiscretos por parte de todos aqueles que invadem a nossa individualidade, procedimentos mal esclarecidos sob a bandeira de um marketing que serve os interesses de alguns e actos continuamente mecanicos e frios, entre outros, levou que me lançasse neste espaço de reflexão e pudesse transmitir algo que ajudasse a esclarecer e a tertuliar com quem também esteja interessado em reflectir sobre este tema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou certo que muita "tinta" há-de correr por esta página. E ainda bem. E com ela construir caminhos que possam conduzir aos interessados a alternativas e respostas às suas dúvidas e anseios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O parto em casa é o ponto de partida para esta reflexão e em próximas publicações dar-se-á ênfase ao porquê e as vantagens, assim como as provaveis desvantagens sobre esta decisão e esta alternativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficamos hoje por aqui e lanço o repto de todos começarem a reflectir sobre o tema e começar a dar o contributo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sejam felizes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bem Nascer também para si.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6766246630739461960-2732713465346223096?l=nasceremcasa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/feeds/2732713465346223096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6766246630739461960&amp;postID=2732713465346223096' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/2732713465346223096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6766246630739461960/posts/default/2732713465346223096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nasceremcasa.blogspot.com/2007/02/inicio.html' title='inicio'/><author><name>Parto em casa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01498170967180240244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
